Luís Peixoto em Pardinhas

Uma das marcações do verão é o Festival de Pardinhas. Guitiriz é cada ano desde 1979, graças à associação Xérmolos, um destino para todas aquelas pessoas que amam a música ao vivo.

Este ano temos no cartaz um português, Luís Peixoto. Músico multi-instrumentista e habitual como colaborador musical noutras bandas como Galandum Galundaina, Sebastião Antunes e Quadrilha, Dazkarieh…lança neste ano o seu primeiro disco a solo: Assimétrico. O álbum caminha entre o folk e a eletrónica, sem esquecer a guitarra de Coimbra, pois quando falamos de Luís Peixoto, falamos de um coimbrão.

Nestas onze músicas temos cordas de bandolim, cavaquinho, viola braguesa, bouzouki…misturadas com instrumentos eletrónicos.

Amanhã poderemos vê-lo em Pardinhas. Vão perder?

https://youtu.be/BLSRrBhd_QI

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A jigsaw em Compostela

Acontece. É muito especial esbarrar com um cartaz na cidade que anuncia a presença dessa banda de culto que vimos acompanhando há alguns anos. Chama-se serendipidade, pensei nisso e isso foi mesmo o que aconteceu.

A Jigsaw é uma das mais prometedoras bandas da nova música portuguesa. Folk, blues e muitos (mesmo muitos) instrumentos fazem do som desta banda uma proposta musical muito caraterística. Como já tínhamos dito antes, infelizmente na Galiza a programação cultural passa pelo filtro de Madrid e é muito complicado que a banda de Coimbra ultrapasse aquele teto invisível. 147203615__275x250

Drunken Sailors and Happy Pirates falava da perda da inocência, da construção da identidade… os A Jigsaw apresentam agora o seu novo disco No True Magic, focado no tema da imortalidade ou a suspensão momentânea da incredulidade. Quando eu estudei na faculdade, em Filologia chamávamos isto de “pacto ficcional”. É a teoria do poeta e filósofo inglês Samuel Taylor Coleridge em 1817: na abordagem a uma obra literária, o leitor pode suspender o julgamento da implausibilidade da narrativa, de modo a melhor desfrutar dela. Um desafio semelhante é proposto aos espectadores de um número de ilusionismo, convidados a aceitar a magia como explicação para os truques que acontecem diante dos seus olhos.

É a possibilidade de acreditarmos em milagres – e, em particular, no milagre maior da imortalidade – que nos alivia do peso de sabermos que esta não existe. Abordando a questão nesta perspetiva, No True Magic fala-nos, portanto, dos termos em que aceitamos e convivemos com a nossa mortalidade.

Propostas sisudas que vêm de Coimbra.

Tocam em Compostela, às 21h, o dia 11 de junho na sede da SGAE, em Vista Alegre.

Uxu Kalhus em Cangas

cartaz vilariñoNa Galiza são celebrados durante todo o verão numerosos eventos folk organizados por associações culturais, que subsistem à crise e à falta de apoios das instituições. O Festival Folk de Vilariño é um deles. Esta é a XIV edição de um dos festivais de mais tradição na zona. A Associação Cultural o Gato leva anos a defender e organizar esta festa da música.

Este ano poderemos ver em Cangas uma banda lusa: os Uxu Kalhus. Não é a primeira vez que a banda aparece entre os nossos posts, de facto, um dos nossos primeiros escritos foi para anunciar um concerto deles em Melide. É bom voltar a vê-los pela Galiza.

Uxu Kalhus faz rock-folk. Eles misturam música tradicional galego-portuguesa (têm uma versão, por exemplo, da Saia da Carolina) com ska, jazz e rock. Cada vez que os ouvi, os meus pés mexiam sem dar por isso. Malhão, viras, corridinhos, chotiças e muito mais para a noite de amanhã, em Hio, Cangas.

Conhecem esta música? se não a conhecerem, vão a tempo de aprender a letra para amanhã.

Um quebra-cabeças a resolver

A JIGSAW

Temos boas notícias para os amantes da música, o dia primeiro de Março de 2013 temos uma cita na capitalina Sala Capitol, às 21, para um concerto de uma das mais promissoras bandas da nova música portuguesa, chegam-se à frente os A Jigsaw. A formação de Coimbra vem acompanhada por uma banda espanhola, o Arizona Baby, e prometem dar uma boa noite de música em grande.

Infelizmente, e como em quase tudo, na Galiza não contamos com um sistema próprio de programação cultural, e tudo o que cá chega passa pelo filtro de Madrid, os A Jigsaw estão, aos poucos e sem dar por nada, a fazer-se com um lugar no circuito indie espanhol. É uma banda folk-blues caracterizada por um som multi-instrumentista, e tiraram o nome da música “jigsaw you” da genial banda flamenga dEUS, com o seu primeiro álbum “Letters from the Boatman” atingiram em 2008 o top do índice A3-30 da Antena 3. O segundo álbum aparece em 2009, e titula-se “Like The Wolf”, já em 2011 lançam o “Drunken Sailors and Happy Pirates”, que atrai muita atenção internacional, sendo segundo os próprios um álbum conceptual, e o conceito é a construção do individuo. A utilizar 27 instrumentos em palco, com uma música agora mais virada para o folk e com canções que contam pequenas histórias e desenham um imaginário, é por isso, se calhar, que a banda tem uma vasta trajectória em musicar filmes, tanto de realizadores portugueses como estrangeiros.

Depois de andarem por toda a Europa, chegam pela segunda vez à Galiza, e como temos fama de barulhentos, e até podemos ser, já lhes advirto que o silêncio é indispensável num concerto dos A Jigsaw, espero que estejam com pica para resolver o quebra-cabeças.

Sebastião Antunes na Carvalheira

Não é exactamente um festival, nem uma festa daquelas com banda musical pimba, é uma Festa, uma Festa com muita tradição. Quando penso na idade que eu já tenho e nos anos que leva a Festa da Carvalheira de Sás, apercebo-me de que há mesmo uma data de anos que isto se faz, e que as pessoas gostam, acreditem.

Na mais popular e veterana das festas que pelo país fora honram a música folk, o sábado 4 de Agosto e a partir das 9 da noite na lendária Carvalheira vai aparecer Sebastião Antunes e Quadrilha, já com seis álbuns editados, apresentam música popular baseada na tradição portuguesa com as suas diferentes influências, da chamada música de raiz celta àquela que provém do Norte de África. O espectáculo da Carvalheira de Sás será uma óptima oportunidade para ouvir as canções do álbum “Com um Abraço”, a ser lançado a 24 de Setembro. Este disco é também fortemente marcado pela ida do músico ao Mali, onde fez uma grande pesquisa e recolha de novas sonoridades e instrumentos e que resultam numa versão do tema tradicional “Senhora do Almortão”  que Sebastião acompanha com um Ngoni (instrumento tradicional) e que mostra a semelhança entre a música tuaregue e da Beira Baixa.

Quem quiser saber mais que vá à Festa da Carvalheira de Sás, ainda vai a tempo, e espaço.