Jornadas: pensar com as filósofas

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No mundo que nos deixaram e deixaremos é importante parar para pensar.

Nestas semanas de imagens de refugiados é ainda mais importante qualquer questão que tenha a ver com a consciencialização, acho que por isso estas jornadas que organiza a USC vêm mesmo a calhar.

Quem quiser ouvir palestras e posteriores debates aliciantes, pode ir à Faculdade de Filosofia de Compostela os dias 10 e 11 do corrente mês.

O título é Jornadas: pensar com as filósofas. Europa, política, violência e poderemos encontrar no cartaz um predomínio feminino. Parabéns pela representatividade, mas queria também dar um puxão nas orelhas: gostaria que essa mesma sensibilidade fosse igual para o galego, porque o cartaz está quase integramente em castelhano, igual que o programa.

As palestras tocam os temas da crise, das mudanças e da instabilidade atual no marco europeu. Entre as palestrantes, uma professora portuguesa da Universidade do Minho: Maria João Cabrita. Mulher com um CV brilhante e trabalho incessante que a define falará sobre A imigração na Europa, desafios à cidadania no dia 10 às 11h. Deixo o programa cá para vocês conferirem.

 

Semana galega de filosofia: religião africana e sexualidade feminina a debate

cartel_XXXIIDe 6 a 10 de abril temos evento marcado na agenda como cada ano. A Semana Galega de Filosofia, organizada pela Aula Castelao, volta com um tema novo. Depois do ano anterior tratar as relações entre filosofia e revolução, neste ano falar-se-á sobre sexualidade.

Manuel Cochole Paulo Gomane, professor do Departamento de Filosofia da delegação da Maxixe (Inhambane, Moçambique) , chegará a Ponte Vedra para falar da conceção da filosofia e da religião africana sobre sexualidade feminina: mitos ou factos.

Sexualidade e mulher são hoje, felizmente, temas a debate. Graças a este filósofo poderemos conhecer qual é o papel da mulher africana e como é encarada a sexualidade em Moçambique. O estudo que Manuel Cochole Paulo Gomane realizou terminou por recomendar formas de se extrair, dentro da filosofia e da religião africana, elementos emancipatórios que possam ser utilizados no combate contra a discriminação de género.

Dia 9, às 20h, no Teatro Principal de Ponte Vedra.

 

 

 

Filosofia e revolução

cartel_xxxiEntre os dias 21 e 25 de abril haverá em Ponte Vedra um ciclo de palestras viradas ao tema filosófico. É a Semana Galega de Filosofia.

Entre os nossos leitores e leitoras esta notícia é já um lugar comum, pois cada ano o evento aposta em pessoas do mundo lusófono. O título deste ano vem mesmo a calhar com as datas, 25 de abril é revolução!

A inscrição está aberta até o dia 18 de abril. Ainda vão a tempo de frequentar interessantes palestras na nossa língua. Nem tudo vai ser samba e lançamentos de livros. Se estiverem interessados, confiram aqui.

A aposta lusófona é Otelo Saraiva e Aurélio Fabião Ginja. O primeiro dos palestrantes de que vos falo, é um militar revolucionário que participou no 25 de abril. Um vulto na história de Portugal, pois participou na revolução sendo um grande estratega e chegou a estar preso em Caxias durante anos. Otelo Saraiva falará da “Revolução vivida”, imagino que a palestra terá muito de autobiográfico.

Aurélio Fabião Ginja é um antropólogo moçambicano que também falará de revolução mas num contexto diferente, longe do eurocentrismo a que estamos habituados. A palestra dele, intitulada “A Revolução Moçambicana e as visões filosóficas hegemónicas” aproximar-nos-á de realidades desconhecidas ou, infelizmente, frequentemente, estereotipadas.

Podem consultar o programa nesta ligação.

Querem ter umas noções básicas antes de irem ao congresso? vejam o Otelo Saraiva no conhecido programa da tv “5 para a meia noite”.

 

 

 

Francisco Louçã na XXIX Semana Galega de Filosofia

Já passaram pela Semana Galega da Filosofia, nestes quase trinta anos, alguns dos mais conceituados pensadores do nosso tempo. Nesta vigésima nona edição, a Aula Castelao de Filosofia tentará convocar às pessoas a reflectir sobre a Europa no contexto internacional, como berço dos direitos civis e sociais, que estão a desaparecer. Este ano a análise estará na crise do sistema democrático representativo tal como o conhecemos, dentro de uma União Europeia que está realmente em causa pelos interesses financeiros e a necessidade (e intuito) dos poderes políticos de os satisfazer.

Além de Giacomo Marramao ou Éric Toussaint, participará nestas jornadas, nomeadamente no encerramento, o político português Francisco Louçã, com uma conferência que tem por título “As lutas sociais contra o terror financeiro”. Francisco Louçã, além de ser conhecido como líder o Bloco de Esquerda, é formado em economia pelo ISAG de Lisboa, cidade onde nasceu e escola onde actualmente é professor catedrático, a sua obra científica e os prémios e revistas internacionais são inúmeros e não vamos passar a referi-los neste post. É deputado desde 1999 na Assembleia da República, e foi em várias ocasiões candidato à presidência da República e à Câmara Municipal de Lisboa, tem escritas 5 monografias de ensaio político e mais de 8 livros de economia em inglês. Com uma vasta obra e actividade social e política, deixando de lado afinidades, tem-se singularizado por levar ao parlamento propostas de Lei que conduziram Portugal à modernidade, entre outras, medidas para a igualdade de género, o casamento homossexual, a despenalização do consumo de drogas e uma fiscalidade mais justa.

Eu já tive oportunidade de ouvir o Francisco Louçã, várias vezes, no Porto, e aconselho vivamente a quem puder acudir a Ponte Vedra, na sede do Novagalicia Banco, dia 13 de Abril.