Festival Atlântica 2017

Amanhã começa o nosso encontro com a narração oral: o Festival Atlântica, um clássico na programação da cidade. Bem haja para este projeto, que já conta com cinco (cinco!) edições.

Abre o festival o contador Pablo Albo de Alicante, mas realmente a gala inaugural com todos os contadores e contadoras não é até depois de amanhã.

Será em 16 de março quando os contos em português comecem. Sofia Maul  (Madeira), Cláudia Fonseca (Brasil), Valter Peres (Açores), Vítor Fernandes (Trás-os-Montes) vão ser os representantes das vozes em língua portuguesa.

Então é assim, os contadores lusófonos não são novos…mas isto não quer ser uma crítica! Quem está de volta é porque vale a pena!

No programa há também uma atividade que…quem me dera a mim poder fazer!! Mas os tempos do capitalismo pedem que trabalhe e trabalhe e isto atrapalha muito a vida social. O Manuel Gago fará uma visita guiada pela cidade, contando a crónica negra dos últimos tempos. Um passeio pelos crimes de Compostela que pode apaziguar a sede de conhecimento do mais morboso/a. Será esta a cidade calminha que sempre achamos que era?

Festival Atlântica

 

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De 12 a 17 de março teremos mais uma vez connosco o festival Atlântica a decorrer nas ruas, escolas, bares e restaurantes de Compostela.
Este festival de narração oral tem sempre um cantinho lusófono e nós estamos impacientes o ano todo por saber quem vem contar. Ao pé de nomes que são já um referente no panorama da narração oral na Galiza, encontramos nomes como estes:

  • Ana Sofia Paiva é uma lisboeta que tem já experiência em palcos galegos. Já falamos dela no Sete Falares de Ponte Vedra, bom, citamos, porque naquela altura não tínhamos muita informação.ana sofia

Formada na Escola Superior de Teatro e Cinema, graduou-se em teatro e mais tarde especializou-se em Promoção da Leitura na Universidade do Algarve.Ela diz do seu trabalho: “Conto narrativas da tradição oral portuguesa com breves incursões por outras partes do mundo, versões de contos, lendas, romances e cantigas que fui ouvindo a muitas vozes. Conto porque ouvi e conto porque há quem escute. Conto de vida a vida com a voz da língua, com a voz do canto, com a voz-silêncio, com a voz abraço”

  • Vítor Fernandes traz os ecos trasmontanos ao festival. Graduado em História, terá muitas histórias para contar.vitor fernandes

Começou em criança a ouvir contos que a mãe e a avó contavam e ficou enfeitiçado. Nunca mais largou a tradição oral. Narrador que procura manter a força da tradição, o seu repertório está repleto de contos de amor, humor, vivacidade, astúcia e emoção da tradição oral portuguesa.

  • Valter Peres é a voz do Atlântico puro. O açoriano começa aos 18 anos a contar histórias nas escolas do ensino primário.valter

A partir de 2003, no âmbito do Art&Manhas – Encontro de Artes, começou a organizar as primeiras tardes de contos que foram feitas nas ilhas.

Tem desenvolvido a sua ação de contador de histórias sobre todo em bibliotecas da Região Autónoma dos Açores e é um dos co-organizadores do Conto Contigo na Praia – Festival Internacional de Contistas.

 

Querem agora saber onde, quem e quando? confiram aqui o programa.

 

Ana Lage em digressão

ana lageAna Lage não é uma estranha para nós. Já falámos dela noutras ocasiões como no Festival Atlântica e gostamos muito de reescrever o seu nome nestas linhas.

Nesta semana fará uma mini-tour por escolas oficiais de idiomas da Galiza.

Amanhã estará na EOI de Vila Garcia às 20h e depois de amanhã na EOI de Ponte Vedra às 19h30. Quem perdeu a chance de vê-la em Compostela, agora tem a oportunidade de ouvi-la no seu melhor: com um público reduzido e entre alunos e alunas de português.

 

Festival Atlântica 2015

Storyteller, cuentero/a, cuentacuentos, contador/a, conteur…e outras múltiplas vozes que definem esta profissão reúnem-se novamente num festival de narração oral.

Dizemos Olá mais uma vez ao festival Atlântica que chega este ano com contadoras por nós conhecidas por terem participado noutras edições.

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De 12 a 19 de março narradores de todas as partes do globo trarão as suas histórias para dar-lhes vida na Galiza. Junto com os nossos contadores (Pepo de Suevos, Quico Cadaval, Avelino González, Paula Carballeira, Celso Sanmartín…) estarão também vozes vindas da lusofonia: Sofia Maul e Ana Lage. Desta feita apenas temos duas portuguesas, outros anos o cartaz vinha bem mais carregadinho, mas mesmo assim fico feliz por termos estes pontos de encontro.

Sofia Maul e Ana Lage dão circularidade à programação porque abrem e encerram, nomeadamente, o festival. Podem consultar o programa e ver os participantes nesta ligação.

maxresdefaultA madeirense Sofia Maul é já “aluna repetente” neste evento. Participou na anterior edição e trouxe aquele dom da mestiçagem. Vai contar a história Explicação do amor no De catro a catro, em Vigo, o dia 12 de março às 21h. Não sei se este é um desses contos de protagonismo marcadamente feminino onde fala de mulheres em lavadouros da Madeira. Ando curiosa…

ana lageAna Lage é uma voz nova para nós. Minhota de nascimento e lisboeta de adoção é perita em literatura infantil. Leva histórias a todos os contextos da vida e é por isto que conta com regularidade em bibliotecas, escolas, hospitais e cárceres. Jogos da vida é o título do seu conto na Nave de Vidán. Dia 19 de março, às 22h.

Deem ouvidos a todas as histórias que ouvirem. Acreditem, que a fantasia é para isso que foi criada.

 

 

Festival Atlântica: mulheres e lusofonia

Cláudia Fonseca, Sofia Maul e Clara Haddad são três vozes lusófonas que ouviremos na próxima edição Festival Atlântica. A partir do dia 11 de março começam as narrações orais, que poderemos ouvir em locais de Compostela, Teu e Vigo. Estou muito contente com a programação deste ano: mais lusofonia e mais mulheres. São visibilizadas e conjugadas duas inquietações minhas.

Para quem não souber, o Festival Atlântica é um encontro de storytellers, por outras palavras, o que na Galiza conhecemos como “contacontos”. O evento é muito especial, porque quebra fronteiras mentais e linguísticas: um espírito atlantista invade a cena. Pessoas de um e outro lado do Atlântico, falantes de galego internacional ou de galego local, contam histórias de cá e acolá. O Festival Atlântica é vanguardista e pioneiro em rachar estruturas mentais porque considera a Galiza como um porto de mil quinhentos quilómetros de cais, um porto onde atracam histórias e culturas. O programa envolve isto e nem só, porque também há espaço para o debate e o colóquio sobre a criação literária.

Qual é a nossa proposta lusópata? vão lá ouvir Cláudia Fonseca, Sofia Maul e Clara Haddad.

ft.-Clara-215x197Clara Haddad. É atriz , produtora cultural e narradora profissional luso-brasileira mas as suas raízes estão no Líbano.
Conhecida internacionalmente pelo seu estilo próprio de narrativa, que inclui por momentos o uso do livro, tapetes narrativos e música. Tem realizado performances em vários países como: Brasil, Portugal, Espanha, Bélgica, França, Peru, México e Venezuela.

Sofia_Maul_cadro-215x197Sofia Maul. Madeirense descendente de alemães, suecos, americanos e ingleses tem como bagagem todas estas culturas para criar histórias. A sua ligação às línguas e aos contos é clara e evidencia-se na sua carreira: tradutora e terapeuta da fala. Ela prefere histórias “que vêm da pequena ilha no meio do Atlântico, onde volto sempre que puder para abraçar família e amigos, para contar e apanhar histórias e também para plantar dragoeiros e fotografar muito”

Claudia_Fonseca_Cadro-215x197Cláudia Fonseca. Nascida no Rio, mas nordestina de coração, mora em Portugal há mais de vinte anos. “Meus contos são de ir e vir, navegam entre Brasil e Portugal, entre o Nordeste brasileiro onde estão as minhas raízes, o Rio de Janeiro, onde vivi tantas e boas histórias e estas terras lusitanas onde me fiz narradora. Tantas formas de contar em português…”

Agora só resta saberem onde e quando. Vejam o programa.