Ferrol: música e cultura brasileira

 

Quem quer um bocado de sol e tropicalismo? Hoje em Ferrol têm um plano que não podem perder.

Artábria e Beco da Língua organizam uma jornada para aprendermos mais sobre música e cultura brasileiras da mão de Túlio Augusto, mestre em educação musical e doutorado em composição.

Se estiverem interessados, marquem nas agendas: hoje, no local de Artábria, pelas 20h30.

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Oquestrada em Ferrol

 


O ciclo Na raiz continua a dar grandes concertos. Desta feita, vêm os Oquestrada, que já tinham estado connosco no Festival de Pardinhas de 2015.

Recentemente, tenho falado muito com amigos e amigas sobre as etiquetas “música tradicional” vs. “música popular” e parece que esta banda é que nem uma luva para ilustrar o último dos conceitos.

A banda de Almada reinventa a música popular, aquela que é cantada nas tascas, como ninguém. Em 2011 iniciaram uma tour europeia com o seu disco Tasca Betat e não pararam mais. Segundo o Jornal Tornado “A banda OqueStrada iniciou em 2001 um poderoso movimento acústico que deu cartas para criar um novo paradigma na estética musical portuguesa. Canções como “Oxalá Te Veja”, “Creo cariño” e “Se’sta Rua fosse minha” (o seu frankestein popular) giram desde essa época em gravações de culto pelo país.

Chegaram um ano depois ao mais alto quando foram convidados para cantar no concerto dos Prémios Nobel da Paz. Foram os primeiros portugueses a atingir esse patamar. Em palavras dos artistas, eles “desbravaram muitos caminhos”.

O seu mais recente trabalho é de 2014: AtlanticBeat Made in Portugal. Imagino que com estas canções animarão o concerto desta sexta-feira em Ferrol no Teatro Jofre.

Mû Mbana em Ferrol


Mû Mbana é um cantor, compositor, multinstrumentista e poeta natural da ilha de Bolama, na Guiné- Bissau. A sua paixão pela música começa logo na infância onde começa a investigar sobre ritmos e tradições: cresceu influenciado pelos cânticos religiosos das mulheres das etnias brame (Mancanha) e bijagós (Budjugo)

Anos depois, começa a viajar e experimentar e funda Nemfen, um trio de jazz-fusion.

É bem difícil exprimir com palavras a música e no caso de Mû Mbana, a coisa ainda vira mais complicada, porque ele tem uma rede de ritmos e pegadas culturais que se entrecruzam.

No dia 15 de setembro atuará no Teatro Jofre de Ferrol e interpretará canções do seu último álbum, Iñén. Uma oportunidade única para ouvir 10 temas compostos por ele e também para conhecer novos instrumentos “Depois de muito tempo de reflexão e pesquisa, notei que era possível recuperar o ‘simbi’ que é um instrumento balanta e ‘Tonkorongh’ um instrumento mandinga, fula, felupe, manjaco e bijagó. Todos os grupos étnicos que constituem a nação guineense têm instrumentos musicais fabulosos que podem ser usados para produzir a música. Se não fizermos isso, ou melhor, se ignorarmos esses instrumentos musicais, isso quer dizer que deixamos a nossa cultura e a nossa poesia”

Teresa Salgueiro em Ferrol

Ferrol está em festas. Amanhã na Praça de Amboage decorrerá o concerto da portuguesa Teresa Salgueiro. Se há uns dias falávamos do Rodrigo Leão, hoje toca anunciar a chegada da voz de Madredeus.

A carreira musical dela começou quase por acaso. Um dia estava a cantar numa tasca com amigos e na mesa ao lado também estava o Rodrigo Leão…e aí deu começo Madredeus, o seu projeto mais reconhecível e aquele que a colocou nos ouvidos de muitas pessoas.

A soprano de Amadora já cantou com Zeca Baleiro, Carlos Núñez, Josep Carreras, Angelo Branduardi…

Em 2007 deixa os Madredeus e começa um percurso a solo. Cria pouco tempo depois uma oficina de composições e não demora em aparecer o seu primeiro disco: O Mistério.

O seu trabalho mais recente é de 2016 e chama-se O Horizonte. É a afirmação da sua faceta de compositora e letrista.

Não percam a oportunidade de ouvir este talento ímpar tão emblemático da cultura portuguesa. Ferrol, Praça de Amboage, 22h30.

Chega o Chapitô a Ferrol

maxresdefaultA Companhia do Chapitô nasce em 1996 em Lisboa e desde o seus inícios desenvolve uma linguagem artística própria.

Para quem não souber, a companhia leva o nome da organização onde nasceu. O Chapitô é uma ONG situada na Costa do Castelo, em Lisboa. Lá são desenvolvidas atividades de apoio social, formação e cultura.

Os atores e atrizes valorizam formas que revelam a criatividade e o otimismo humano, daí a sua vocação para a comédia, que responde segundo eles à capacidade do homem perceber os aspetos mais insólitos da sua realidade física e social.

Hoje esta companhia está em Ferrol para representar o grande clássico de Sófocles, Édipo. Édipo, para mim o máximo expoente da tragédia, vai ser reinventado em chave de humor. Parricidas, incesto, monstros…e risos? parece que sim é possível.

Em Ferrol, no Teatro Jofre, às 20h30.

Deolinda e Miguel Araújo Na raiz

O ciclo de músicas Na raiz traz a Ferrol o melhor da cena lusa: Miguel Araújo e Deolinda.

Miguel Araújo inaugura o evento amanhã com o primeiro concerto dos quatro que haverá no teatro Jofre.

Miguel Araújo é um dos artistas mais cotados do panorama atual da música lusa. Encontra-se há vários anos ligado à música, sendo conhecido por integrar o grupo Os Azeitonas.

Em maio de 2012, lançou o seu primeiro álbum a solo, Cinco dias e meio. Este álbum conta com sucessos como “Os Maridos das Outras”, título do primeiro single do álbum. É uma música que  fala de como a fruta do quintal do lado parece sempre mais saborosa, por assim dizer biblicamente. É uma canção com grandes toques de humor que brinca com alguns lugares comuns sobre os casamentos.

O sucessor de Cinco Dias e Meio saiu no dia 21 de abril de 2014 e tem como nome Crónicas da Cidade Grande. É um cd composto por cantigas mais simples, mas também há algumas que fazem parte dos grandes sucessos das rádio-fórmulas atuais como “Romaria das festas de Santa Eufémia” ou “Balada astral”

Depois do concerto dele teremos que esperar até novembro para ver os Deolinda. No dia 11 já poderemos dançar ao ritmo de “A velha e o dj”.

 

Jornadas Culturais na EOI de Ferrol

Amanhã começam as Jornadas Culturais na EOI de Ferrol.

Como sabem, o trabalho do lusopatia multiplica-se exponencialmente no mês de abril, porque nesta altura há eventos em volta da cultura portuguesa por todo lado. Os departamentos das EOI da Galiza e outras associações sensíveis à causa andam a aprontar atividades. A associação cultural Beco da Língua de Ferrol e a EOI têm uma semana cultural cheia de atividades. Começamos!

  • Para encher o corpo de forças o evento começa com comida. Não podia ser doutra maneira. Por um preço muito popular (2 euros) haverá um pequeno-almoço/café da manhã com produtos típicos na cafetaria da escola.
  • Projeção do filme Mulheres da raia às 19h na Sala de Audiovisuais da EOI. Diana Gonçalves narra uma história de contrabando na fronteira do Minho com a Galiza com testemunhos das protagonistas da história. Vejam o tráiler.
  • E por fim, haverá um concerto do “brasilego” Sérgio Tannus às 2oh30 no Salão de Atos da escola com entrada franca.

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Abrilada em Ferrol

11181886_10204268921751040_8206752642832093608_oAbril é sempre um mês de muito trabalho no Lusopatia, não podia ser doutra maneira.

Amanhã em Ferrol a EOI, Rádio Filispim, Artábria e o Ateneo Ferrolán cooperam para rememorarem com um vasto programa o aniversário do 25 de abril.

De 24 a 28 de abril temos várias propostas culturais que tocam este evento histórico de diversas maneiras: documentários sobre o Zeca Afonso e a fuga de Peniche, teatro e um programa de rádio com músicas especiais é a combinação perfeita para três dias de agenda. Vejam lá o programa na imagem.

Quem por lá estiver, será uma pessoa com sorte.

O léxico da Galiza, Portugal e do Brasil

10348468_832413656813317_2066543478630840449_nIsto é uma palavra galega? é uma palavra lisboeta? é uma palavra que na Galiza nunca foi usada? é um castelhanismo?…o tema do léxico sempre suscitou vários debates e discussões intermináveis.

Carlos Garrido, professor de tradução técnico-científica na Universidade de Vigo e presidente da Comissom Linguística da AGAL, falará na EOI de Ferrol sobre léxico. Que é comum? que é legitimamente divergente?

A palestra tem como objetivo sedimentar o nosso conhecimento e limpar o nosso vocabulário de certas expressões se calhar não tão galegas como pensamos.

Esta quinta-feira, na Sala de Atos, às 19h.