Cuca Roseta em Compostela

Cuca RosetaConheci a figura de Cuca Roseta há uns tempos com o filme Fados de Carlos Saura. Esta colaboração, como nos melhores casos, nasceu por acaso quando o Carlos Saura viu Cuca numa casa de fados.

Tinha o nome dela um bocado esquecido até que um dia, não recordo quem, alguém me disse que uma fadista portuguesa tinha feito um dueto com David Bisbal. Pelos vistos a colaboração foi mesmo famosa (eu sem saber, porque ando noutro mundo). Se por cantar com o Pablo Alborán, mais pessoas conhecem o fado e a Carminho, também me terei que alegrar por isto. Bom, fora destes comentários de revista Lux, tenho que dizer-vos que a Cuca Roseta é conhecida por ser “a nova voz do fado”e dar-lhe aquele toque pessoal que o torna (se isto for possível) ainda mais universal. Entre os dados da sua carreira, temos que destacar que tem colaborado o Tiago Bettencourt nos Toranja e também atuou no Festival RTP da Canção.

resize.phpNesta semana chega à Sala Capitol em Compostela no MusicShowCase que organizam na sala. Estará a partilhar cartaz com os também lusopatas e brasilegos Sérgio Tannus Trio. Como podem ver na imagem, os concertos começam às 18h. Os bilhetes custam 10 euros se os comprarem com antecedência e 13 se forem à bilheteira.

Vamos ouvir agora a voz da Cuca e deixar que ela nos leve a Lisboa.

António Zambujo…volta à Galiza

Para lembrar o que era isso do verão, nestes últimos dias tenho estado em Lisboa de férias. Fui em Almada a um festival e apaixonei-me pela margem Sul. Fantasiei na última semana com que o destino me levasse lá, porque sonhar acordada é também uma bela viagem.

índiceEm Almada estive no festival O Sol da Caparica. Era a primeira edição e tenho que dizer que fiquei maravilhada: as bandas, a organização, as pessoas e toda a magia que lá se respirava. Compreendi que é o festival com músicas na nossa língua melhor que já tenha visto. Se a Galiza tivesse representação (talvez na segunda edição) ainda seria melhor, mas reconforta-me saber que havia um pedacinho da Galiza na voz da “angolega” Aline Frazão.

GNR, Peste e Sida, Expensive Soul, Aline Frazão, Capicua, Sensi e o António Zambujo, entre outros, deram o seu melhor num palco cheio de ritmos envolventes e de heranças musicais diferentes. Gostava que houvesse um festival assim na Galiza, onde todos os estilos fossem bem-vindos.

Ainda voltei no domingo e o primeiro que vi em Compostela ao chegar foi um cartaz de um concerto do António Zambujo (andamos os mesmos caminhos). O fadista subirá a palco o próximo dia 27 de setembro no Auditório da Galiza,  no marco do ciclo Sons Trânsitos como prelúdio.

Não é a primeira vez que ele nos visita, eu já tive oportunidade de vê-lo num concerto íntimo na Casa das Crechas. Com a voz e as letras…é capaz de tocar com o dedo aquela espinha que cada um de nós tem no coração. Qualquer coisa abala quando o ouvimos. Por isso, não percam este concerto. Ouçam a melodia…porque eu…repetia tudo novamente.

 

Noite de fado na Nave de Vidán

20130322_clavedefado-640x905Ok, reconheço que eu não sou gaja de gostar de fados. Mas sempre escrevo posts sobre concertos de fado porque entendo que muitas pessoas entram no português por meio da música, como se as canções fossem um isco. Essa é força deste género musical, toda a gente conhece uma música ou reconhece-se numa letra. Já alguma vez sentiu que uma parte da sua vida é um tango, um fado ou uma ranchera? o fado é assim, afaga as almas. Inocula venenos e é remédio de muitas dores.

Sábado 22, às 22h (que regra mnemotécnica!), há uma noite de fado dentro da programação da Nave de Vidán. En Clave de Fado, banda de que falámos já alguma vez, chegam ao restaurante com todo o repertório de letras e sons.

O preço do bilhete é de 5 euros e é aconselhado marcarem mesa para terem um bom lugar. A Nave fará alguns pratos especiais de culinária lusa de propósito para a ocasião.

Desfado nos sentidos com Ana Moura

Ana Moura

Ana Moura

Verdade seja dita, não gosto de fado, é melhor que se diga antes de ser cruelmente julgada, mas como o fado é a expressão musical portuguesa mais reconhecida internacionalmente, chega só darmos uma vista de olhos pelo site da nossa convidada no Lusopatia, Ana Moura, para percebermos a magnitude da projecção internacional da fadista santarense, a digressão não deixa canto do mundo por visitar. Ana Moura chega a Compostela, ao Auditório da Galiza, e vai apresentar o novo trabalho “Desfado” às 21 do dia 22 de Fevereiro, ainda há bilhetes à venda.

Fadista que gosta de “várias canções” e que já colaborou com os Rolling Stone e Prince, vai surpreender no Auditório da Galiza, a próxima sexta-feira, o público galego, que vai desfrutar do novo fado, o fado tradicional e até os temas em inglês. Porque no novo disco, “Desfado”, e como o nome indica, foge um bocadinho ao tradicional e tem temas escritos pelo Manel Cruz dos Ornatos, Pedro da Silva Martins dos Deolinda e pela Luisa Sobral, entre outros. Uma bela chance para sentir a alma e a “garra” da Ana Moura no seu melhor, a embrulhar na voz de fadista as palavras dos melhores poetas.

António Zambujo na Galiza

António Zambujo é um homem com uma vasta formação musical. Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros.

Não há muito tempo, cantava na casa de fado Sr Vinho de Lisboa. Hoje é um artista muito conceituado, mesmo foi eleito melhor intérprete masculino de fado.

Nestes dias teremos a oportunidade e privilégio de ouvir a sua música. Em Lugo, no San Froilán, a dia 12 e também em Compostela nos dias 14 e 15, na Casa das Crechas. Poderemos cantar as suas letras, canções que intensificam o fado mais clássico e trazem aliás ritmos da África e do Brasil.

Mais informações no Calendário

Concerto de fado

A aprendizagem do português não só dá como fruto um bom domínio da gramática, quem já estudou numa EOI sabe disto. Cada turma é uma nova rede de amizades unida por um interesse comum, por outras palavras, cada turma é uma ilha lusópata.

Contaremos as coisas do início. Tudo começou quase como uma queixinha, sempre há quem dedure. O pessoal de básico de português da EOI de Compostela soube um dia que entre eles havia uma menina cantora de fados. Imaginem que grande sorte, estudar uma língua e ter essa oportunidade tão perto. Sara de Sousa tinha que cantar. Assim é que se inicia a ideia de fazer um concerto. De facto, o espetáculo é organizado pelo alunado da EOI.

Sara de Sousa, Paulo Gomes e António Reis conhecem-se de Meta-fado, projeto onde colaboram muitos fadistas galegos e portugueses. Uma ideia que visa derrubar muros culturais e espalhar o amor por este género musical, recentemente declarado património da humanidade. Os três têm uma dilatada experiência nos palcos por separado, mas só estão juntos há pouco, por isso não dispomos de material audiovisual da banda inteira, infelizmente.

O concerto será esta quarta, na Sala Capitol, pelas 21.30. Podem comprar os bilhetes (3 euros) na ReixaTenda.

Diz a canção que um “peito que canta o fado/tem sempre dois corações”. Façam contas esta quarta com a Sara.