Festival de Poesia no Condado

Entre 1 e 2 de setembro decorre um dos festivais mais representativos do fim do verão, porque…assumamos…as férias não vão durar sempre. O Festival de Poesia no Condado não é apenas a maior mostra de lírica do ano, é um evento multidisciplinar: audiovisual, artesanato, exposições e música.

Amanhã, dia 1, teremos em Salvaterra às 20h30 a apertura de exposições que contam com projetos de Clara Não e Mariana Malhão entre outras. Clara Não é uma ilustradora, escritora, desenhista, escultora e performista do Porto. Mariana Malhão é desenhista e ilustradora de Coimbra. Deixo-vos com uns exemplos dos seus trabalhos que para mim foram um achado, agora que voltei a brincar com a minha caixinha de aguarelas e que ando na procura de referentes femininos.

Já na noite às 23h poderemos ir ao concerto dos Baleia, baleia, baleia. Esta banda do Porto faz música tipo punk-rock e foi para mim uma coisa nova.

Li sobre eles que «pegam nos elementos mais alegres e coloridos que o rock alguma vez engendrou, agitam-nos numa garrafa com gasosa e tiram a tampa para molhar toda gente». Promete dar barraca…

https://youtu.be/xP7M8RP4fCc

No segundo dia de festival, entre música e poesia, há a projeção do documentário Mulheres da Raia de Diana Gonçalves às 19h.

Apanhem as suas trouxas e vão lá, que isto vai começar!

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Porta para o exterior

Cartaz_Porta_LançamentoEu sempre disse que o reintegracionismo não era nada filológico, que para mim era uma filosofia ou um estilo de vida e como tal precisava de um bom filme.

A geração X tinha os seus filmes caraterísticos, os millenials também têm…estava na hora de os e as reintegratas vermos o nosso pensamento em cenas.


<p><a href=”https://vimeo.com/166870660″>Porta para o exterior_promo</a> from <a href=”https://vimeo.com/axouxerestream”>axouxerestream</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

Sabela Fernández e José Ramom Pichel estarão daqui a uns minutos na Faculdade de Filosofia da USC para apresentar este documentário. História viva contada…por nós. Já ninguém pode deter a primavera.

Jornadas Culturais na EOI de Ferrol

Amanhã começam as Jornadas Culturais na EOI de Ferrol.

Como sabem, o trabalho do lusopatia multiplica-se exponencialmente no mês de abril, porque nesta altura há eventos em volta da cultura portuguesa por todo lado. Os departamentos das EOI da Galiza e outras associações sensíveis à causa andam a aprontar atividades. A associação cultural Beco da Língua de Ferrol e a EOI têm uma semana cultural cheia de atividades. Começamos!

  • Para encher o corpo de forças o evento começa com comida. Não podia ser doutra maneira. Por um preço muito popular (2 euros) haverá um pequeno-almoço/café da manhã com produtos típicos na cafetaria da escola.
  • Projeção do filme Mulheres da raia às 19h na Sala de Audiovisuais da EOI. Diana Gonçalves narra uma história de contrabando na fronteira do Minho com a Galiza com testemunhos das protagonistas da história. Vejam o tráiler.
  • E por fim, haverá um concerto do “brasilego” Sérgio Tannus às 2oh30 no Salão de Atos da escola com entrada franca.

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Play-doc: documentários em português em Tui

homePlay-doc é um festival de cinema atípico, com estilo próprio, que cria um ambiente íntimo. Há dez anos que em Tui fazem um evento dedicado ao cinema de não-ficção: os documentários.

Não faz falta que para fazer grandes coisas, estas sejam feitas em lugares grandes. Eis o exemplo, Tui, um município fronteiriço que organiza um festival que foi destacado em Nova Iorke como um dos dez melhores do mundo especializados no género.

Como este ano estão de aniversário, criaram um novo espaço: o LAP. Um laboratório de apontamentos fílmicos, um lugar para poder trocar ideias, fazer rascunhos de roteiros e dedicar tempo à reflexão sobre as artes, maravilhoso, não é?

De 2 de abril a 6, podem ver os documentários propostos pelo festival. O Lusopatia aconselha a secção de cinema português.

-Alvorada vermelha: um documentário sobre o Mercado Vermelho de Macau. As tonalidades vermelhas do sangue, da carne, dos baldes e até dos olhos dos peixes, transportam o espectador para um universo estranho e assustador mas, ao mesmo tempo, belo e intrigante. Dado o valor estratégico que Macau tem na atualidade, acho que a obra pode ser muito interessante.

-É na Terra não é na Lua: a ilha do Corvo, no arquipélago dos Açores é o objeto do documentário, que pode ser entendido como um caderno de bitácora. 440 habitantes, uma cratera e uma natureza selvagem.

-Terra de ninguém: bombástico! reparem na pequena sinopse que vou dar. O doc conta a história de um mercenário de um comando de elite na guerra colonial de Moçambique e depois de Angola, que depois do 25 de abril trabalhou como segurança em Portugal e mais tarde como assassino a soldo da CIA e dos GAL.

E para dar continuação a uma máxima do jornalismo, já explicamos o Que, já informamos do Como e do Onde, apenas resta o Quando. Consultem os horários nesta ligação.

A ilha das flores em Boiro

216998_566662323368629_962432715_nEsta semana, os seres de polegar opositor e tele-encéfalo altamente desenvolvido poderemos ver o documentário brasileiro A ilha das flores em Boiro.

A fita de Jorge Furtado viaja até ao Barbança graças ao Aturuxo. Neste local social apostaram em filmes e curta-metragens em versão original e quero de aqui dar os parabéns pela iniciativa. Não é assim tão fácil ouvir vozes reais de atores e atrizes neste país.

Pelo que pudemos saber, têm o intuito de incluir filmes de países lusófonos com regularidade dentro do ciclo Noite de documentários.

Para criar um bocado de expectativa entre os nossos leitores e leitoras, quero dizer que esta é uma das obras mais cotadas dentro do audiovisual brasileiro. Um documentário de culto que é visionado em escolas e universidades (eu própria conheci desta maneira a fita). Através da história de um tomate e da demonstração do consumo e desperdício diários de materiais (lixo), o autor aborda toda a questão da evolução social de indivíduo, em todos os sentidos. Torna evidente ainda todos os excessos decorrentes do poder exercido pelo dinheiro, numa sociedade onde a relação opressão e oprimido é alimentada pela falsa ideia de liberdade de uns, em contraposição à sobrevivência monitorizada de outros.

A curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Depois da visualização, haverá um pequeno colóquio para trocar dois dedos de conversa. Para quem estiver por perto e quiser dar um saltinho…recordem que é esta sexta pelas 21h30, no local social Aturuxo, em Boiro.

Em companhia da morte

Depois do surpreendente “Entrelínguas” que nos descobriu pessoas a falar galego em províncias espanholas como Cáceres ou Salamanca, Filmes de Bonaval apresenta um novo documentário, com o que se deixa ficar claro que o grupo composto por João Aveledo, Eduardo Maragoto e Vanessa Vila Verde não foi sol de pouca dura e veio para ficar.

Hoje vamos colocar neste post uma outra assinatura convidada, esta vez não é uma crítica de cinema conceituada, mas são os próprios autores os que nos deixam aqui um pequeno resumo do conteúdo e do intuito do filme:

Algures nas montanhas ainda há famílias que sabem que falecer forma parte da vida, e dulcificam o pior de todos os contratempos com histórias sem cabimento na sociedade em que a morte é levada para longe dos nossos olhos, recluída em hospitais e tanatórios. Trata-se de histórias inquietantes em que o mais implacável inimigo humano se mostra em figuras compreensíveis para a mente das pessoas.

O acompanhamento é um dos nomes populares que ainda recebe um mito que a literatura galega renomeou como Santa Companha. Como as estântegas ou as candeias, trata-se de um sinal anunciador da morte. As pessoas que deles nos falam vivem longe da nossa maneira de ver a realidade, mas nem tanto das nossas casas. Onde habitam estas mulheres vestidas de negro que fogem da morte tratando-a por tu?

Para já temos uma data, a da estreia mundial, dia 28 de Novembro, na Escola de Línguas de Vila Garcia, pelas 19:00, não percam.

em companhia da morte

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