Dandara dos Palmares

Hoje é comemorado o Dia da Consciência Negra no Brasil. De facto, este tema foi um dos nossos primeiros post. Nele falamos um bocado da figura do Zumbi dos Palmares, agora até podemos fazer uma ampliação dessas figuras histórias brasileiras. Na luta contra o racismo e a discriminação, falaremos hoje da Dandara dos Palmares.

A Dandara (?-1694) liderou o maior grupo de resistência contra a escravidão no Brasil: o Quilombo dos Palmares. Podem ver mais informações sobre ela nesta ligação.

Viva Dandara!

José Luís Pires Laranjeira e Luandino Vieira na livraria Ciranda

10363320_594082537364463_6558917995559632089_nNesta semana no calendário brasileiro (20 de novembro) é comemorado o Dia da Consciência Negra. Também nesse dia teremos o estudioso José Luís Pires Laranjeira e o escritor Luandino Vieira na livraria Ciranda, que propõe uma tarde de quinta-feira próxima dos livros, da literatura angolana e da negritude.
Quando estudante, nas aulas de Literaturas africanas de língua portuguesa estes dois nomes ecoavam com frequência, portanto vai ser uma grande sorte tê-los em Compostela uma tarde.

Para quem não conhecer, José Luís Pires Laranjeira é professor associado da FLUC. Ele é uma das vozes mais reconhecidas na investigação no âmbito das literaturas africanas, já que é autor de obra vasta sobre a matéria, tendo dedicado boa parte de seu esforço de investigação à questão da negritude. Falar em negritude no Dia da Consciência Negra é um plano superbom.

José Luandino Vieira não é a primeira vez que vem à livraria compostelana, já nos tinha honrado com a sua presença em eventos anteriores, mas mesmo assim, vou fazer também um breve percurso biográfico.

Nascido em Portugal, viveu a infância e juventude em Angola, onde participou no movimento de libertação nacional.Trabalhou em diversas profissões até ser preso acusado de terrorismo e libertado depois de mais de 14 anos.

Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário da língua portuguesa. Luandino recusou o prémio alegando, segundo um comunicado de imprensa, «motivos íntimos e pessoais»
Hoje vive em Vila Nova da Cerveira, afastado da vida pública, mas muito ativo no tecido social com a Associação Porta XXIII e a Editora Nossomos.
Esta quinta-feira eles dois falarão sobre a nova poesia angolana. Dia 20 às 20h (fácil de recordar, não é?)