António e Cleópatra de Tiago Rodrigues

Começando fevereiro temos no Gaiás o festival Escenas do Cambio, um evento que normalmente une os melhores dançarinos e performistas das duas margens. Desta feita, o diretor e escritor português Tiago Rodrigues leva a palco à dupla de  coreógrafos Sofia Dias e Vítor Roriz com o espetáculo António e Cleópatra. Já conhecíamos o Tiago de anteriores edições deste festival, por causa da sua peça By Heart.

Tiago Rodrigues reescreve em forma de performance uma das tragédias amorosas históricas mais conhecidas, a do romance entre a rainha do Egito e o general Marco António, já escrita por Shakespeare.

Depois de ter triunfado em Avignon, Tiago Rodrigues traz esta peça a Compostela hoje às 20h30 no Gaiás.

Podem ver como é que foram os ensaios.

Oficina de danças minhotas

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Pelos vistos ser-se um pé de chumbo é uma coisa que pode ser corrigida. Ainda bem!

Amanhã haverá em Catabois (Ferrol) uma oficina de danças tradicionais minhotas de 10h30 a 19h30. O professor será o folclorista de Braga Ricardo Carneiro e com ele poderão aprender as danças mais típicas do Norte de Portugal: o malhão, a chula, a cana verde e a vira.

Se estiverem interessados/as podem ainda inscrever-se enviando um e-mail a: etnograficodasmarinas@gmail.com

Oficina de danças galego-portuguesas

No dia 29 de abril, dia internacional da dança, temos por aí uma atividade linda para fazer.pes de lan

Na Cidade da Cultura há oficina de danças galego-portuguesas com motivo do dia internacional da dança e também…da chegada da primavera. É isso aí! primavera é luz, alegria e dança.

Quem disse que começar uma coisa pelos pés era uma má ideia? que melhor para conhecer uma língua que achegar-se a uma cultura.

Para participarem da oficina devem fazer antes uma inscrição. Façam. Façam e dancem. Quem dança seus males espanta.

Danças do Douro e do Minho

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A Gentalha do Pichel e a Central Folque organizam muitas vezes jornadas em volta da dança e músicas tradicionais. Desta vez o Lusopatia informa de um Baile Assalto especial dedicado às músicas do Minho e do Douro amanhã às 22h.

Chulada da Ponte Velha chega a Compostela para fazer-nos esquecer a vergonha e mesmo para que qualquer pé de chumbo possa dançar.


<p><a href=”https://vimeo.com/120253646″>Chulada da Ponte Velha – &quot;Ramaldeira da Reguenga&quot;</a> from <a href=”https://vimeo.com/mpagdp”>MPAGDP</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

O quinteto de Santo Tirso, nas redondezas do Porto, é um projeto resultado do interesse de vários músicos em retomar as práticas musicais do Douro e do Minho, em especial as chulas dos descantes. O uso das violas tradicionais do Norte de Portugal, da rabeca chuleira e do violão ponteado caracterizam o som desta banda. Junto com eles vem também Coreto, uma associação do Porto que tem como objetivo a promoção de artes e culturas tradicionais, assim como a promoção e divulgação de artes e culturas tradicionais originárias de todo o mundo.

O bilhete custa 5 euros para não sócios/as e 4 para sócios/as. Dançamos?

Teatro, Dança e Arte em ação no Gaiás

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De 28 de janeiro a 13 de fevereiro decorre o Festival “Escenas do cambio” (sic) no Gaiás. Já agora, não gosto do nome, mas gosto é (e vocês sabem) de ter a oportunidade de criar posts de temática muito diferente e este evento…dá muito jeito.
Há tempo que tenho a secção LusopatizArte às moscas e precisava mesmo de uma notícia assim. Não é só um festival interdisciplinar, mas também um catalisador de novas criações e artistas vindos de toda a parte.
O programa é muito completo e atraente. Selecionaremos, como é costume, as criações lusopatas para vocês:

  • 28 janeiro, 20h30: Jaguar, Marlene Monteiro Freitas. Jaguar é o nome que se dá a alguns cavalos, uma dança e um espetáculo de marionetas.

Marlene Monteiro Freitas, nascida em Cabo Verde, traz à dança a abertura, a impureza e a intensidade. A sua maneira de dançar tem seduzido públicos muito variados e antecipa um mundo futuro: caos, hipnose e velocidade.

  • 3 de fevereiro, 18h30, sala2: Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas, Joana Craveiro e Teatro do Vestido.

Anuncio-vos que esta é uma peça documental de 4h de duração. Ficaram apavorados? Não fiquem, há um jantar incluído no bilhete! Esta é a minha grande aposta: um documentário com testemunhos de pessoas comuns sobre as memórias oficiais e não-oficiais da ditadura salazarista e da revolução dos cravos.

Ganhadora do Festival de Almada 2015, (algum dia viverei lá), a peça coloca muitas questões: o silêncio, o silenciamento, a história oficial e a não-oficial.

  • 5 de fevereiro, Mordedores, Lucía Russo e Marcela Levi.

A coreógrafa carioca Marcela Levi e a coreógrafa argentina Lucía Russo criam no Rio de Janeiro um novo trabalho com o carimbo de Improvável Produções. A discórdia e a violência são os motores criativos e a pulsão que move cada corpo.

  • 6 de fevereiro, In-organic, Marcela Levi.

A performista carioca não descansa e traz para o festival uma peça a solo. Compostela será o marco para uma estreia europeia do espetáculo.

Uma peça sobre a autonomia, as ações rituais e domésticas e as pequenas violências das relações humanas. Conceito e brutalidade nunca estiveram longe. Uma performance inscrita na melhor tradição da arte brasileira, de Lygia Pape a Hélio Oiticica.

Então já têm eventos para marcar na agenda. Não esqueçam que “quem dança seus males espanta”

 

Aqui há baile

Tiramos toda a erudição…a dança é do povo!
Aqui Há Baile é um projeto da associação PédeXumbo que pretende criar condições para o encontro informal entre quem dança e quem está desejoso de dançar. É uma universidade popular para os pés e uma oportunidade de arejar cantares que podem ser esquecidos.
A primeira edição foi em Nisa (2004), dedicada a danças de diferentes pontos do país luso, a segunda em Miranda do Douro (2005), dedicada ao nordeste transmontano. A terceira (2007) dedicou-se às danças da Serra de Grândola, com especial atenção nas valsas mandadas. E, até que enfim, na Gentalha do Pichel, no dia 26 de maio pelas 20.30 poderemos frequentar este ateliê galegos e galegas. Conheçam os bailaricos, as valsas, polcas, mazurcas e contradanças mais alentejanas.
Não comecem a tremer como varas verdes se forem assim carentes de ritmo, porque toda a aprendizagem vai monitorizada e a música é ao vivo para se adaptar aos passos dos bailadores iniciantes. Terão na banda a Sérgio Cobos (acordeão), Samuel Santos (violoncelo) , Zé Peps (bandolim, ukelele, cavaquinho) e Mara Barreiros (voz)

Comecem a aprender português…pelos pés!