Sessão de curtas em Vigo

Não sei bem o que foi feito daquele festival de animação que havia em Lalim, o Anirmau, alguém se lembra? O facto é que já estava com saudades de uma boa coleção de curtas. Desde o Curtocircuito não voltei mais com isto.

No dia 13, isto é, esta quinta, o Centro Cultural Camões de Vigo vai projetar em colaboração com a Portuguese Short Film Agency várias curtas metragens portuguesas de animação. Também estará lá a realizadora da curta Três semanas em dezembro, Laura Gonçalves.
Não precisam de apanhar bilhete nenhum, portanto, quem por lá estiver pode aproveitar e ficar a par da situação das curtas da 25ª edição do Festival de Curtas de Vila do Conde, pois isto é uma amostra desse evento.

Fic Bueu

fic-bueu-2014Adoro fazer artigos que são a consequência de ter descoberto uma coisa nova. Este é um deles. Até há uns dias não sabia que em Bueu havia também um festival internacional de curta-metragens. A alegria foi ainda maior quando vi que entre as peças selecionadas também havia propostas lusófonas.

O Fic Bueu conta com sete edições (ok, sim, soube que existia muito tarde mesmo) e esta parece ser a de mais sucesso, porque chegaram 930 filmes à fase de pré-seleção. A proposta é pois culturalmente muito diversa.

De 8 a 13 de setembro poderão ver curtas muito variadas, com o compromisso de que cada dia há pelo menos uma curta de animação. Mas há que destacar um facto: muitas das curta-metragens que chegaram representam dramas e dramas protagonizados por miúdos, talvez isto possa servir para fazer-nos refletir.

Na brochura que o festival reparte, podemos ver os horários e o elenco de fitas que vão passar. Confiram aqui.

E assim, em curtas doses, o Lusopatia propõe três curtas de Portugal e Brasil que não vão deixar ninguém indiferente. De temas sociais a temas intimistas, cá está a nossa aposta lusópata:

  • amanhã, dia 8, Brasil: A Fábrica, um drama de Aly Muritiba. O filme retrata o dia-a-dia de um preso (Metruti) e a intenção de convencer a sua própria mãe (Lindalva) a burlar a segurança local para lhe trazer um telemóvel.

<p><a href=”http://vimeo.com/26964792″>A Fábrica (with english sub)</a> from <a href=”http://vimeo.com/grafoaudiovisual”>GRAFO Audiovisual</a> on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

  • terça, dia 9, Brasil: Meu amigo Nietzsche, uma comédia de Fáuston da Silva. Conta história de um menino (Lucas) que encontra num aterro sanitário da periferia de Brasília um livro do filósofo alemão do século XIX Friedrich Nietzsche (Assim Falava Zaratustra) que faz uma mudança radical em toda sua vida revolucionando a sua mente, a sua vida a da sua família e dos seus amigos. Ao final ele não será mais um menino, será uma dinamite!

Esta foi a proposta que mais gostava eu de ver pelo argumento, que achei fora do comum.

<p><a href=”http://vimeo.com/79532028″>Meu amigo Nietzsche</a> from <a href=”http://vimeo.com/edivandjs”>Edivan</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

  • sexta, dia 12, Portugal-Roménia: Luminita, drama de André Marques. Dois irmãos que não se comunicam há anos encontram-se no funeral da sua mãe, onde têm de lidar com a sua família de luto, as suas obrigações enquanto filhos e os seus próprios sentimentos de perda.

Não percam a oportunidade de ver estas curtas com o som do mar de fundo!

Anirmau

Não é fácil encontrar um festival de animação, ainda menos de curtas de animação, mas eles existem. Hoje queremos dar conta do Anirmau, uma iniciativa cultural de grande destaque, numa cidade pequena como Lalim, e organizada ainda por um Liceu, o Aller Ulloa. O Anirmau, mais do que um festival, define-se como uma iniciativa de pedagogia, que visa fomentar os conteúdos de audiovisual no ensino secundário.

Este ano, porque ainda que não sabíamos já é um festival bem situado na programação cultural da zona de Lalim, o Anirmau vem com muitas propostas de curtas de animação. A pouco tempo que dediquem a ver a programação, vão encontrar muitas propostas de filmes falados em português. No concurso oficial temos a produção galego-portuguesa “O sapateiro”, realizada por David Doutel e Vasco Sá, “Os olhos do Farol” de Pedro Serrazina e “Viagem a Cabo Verde” de Pedro Miguel Ribeiro – à que já tive ocasião de assistir no OUFF e realmente vale a pena. Mas não se fica por aqui, existe uma secção chamada curta-metragem educativa na que destacamos “A única vez” de Nuno Amorim, “Bats in the Belbry” de João Alves ou “Caixa” dos Brasileiros Paulo Muppet e Luciana Eguti. Mas há muitas mais nesta e na secção de multimédia.

Hoje podemos começar por ver um pequeno excerto de “O Sapateiro”, filme que resulta do trabalho em parceria das produtoras Sardinha em Lata e IB Cinema, que venceu a primeira edição do prémio SPA/Vasco Granja, da XI Monstra — Festival de Animação de Lisboa, que distingue o melhor filme de animação português de 2011. Os autores são portuenses e formados na Católica, o filme fala de um sapateiro embrulhado entre as memórias da sua vida e a sempre presente profissão, que vive um momento crucial na sua existência.

Não se esqueçam de 9 a 14 de Abril, nos cinemas Filmax de Lalim e no I.E.S. Aller Ulloa.