PoemaRia com participação portuguesa

poemaria Entre hoje, amanhã e depois de amanhã poderemos entrar em contacto com a lírica atual de vários países da Europa. Este é o terceiro ano consecutivo para o festival PoemaRia em Vigo, um projeto ainda muito jovem que pode chegar a ser um referente como o já muito conceituado Festival de Poesia no Condado ou outras propostas de dimensões mais modestas, tipo o Festivalo de Manselhe, em Dodro.

Qual é o toque distintivo do PoemaRia? a resposta não poderia ser mais atual e mais justa: dar um espaço às vozes líricas femininas.

Se forem procurar informações sobre o evento em jornais galegos ou locais, verão que durante parágrafos só se fala de literatura hispânica. Achei isso bastante sintomático, sendo Dores Tembrás quase a anfitriã e tendo como espaços para o festival a Praça do Abanico, o Instituto Camões e a Casa Galega da Cultura. Em fim…comecei a escrever o artigo com uma finalidade, que é dizer-vos que haverá participação portuguesa.

Andreia C. Faria e Elisabete Marques marcarão presença amanhã e toda a gente pode ir lá ter, porque a entrada é livre. A primeira fará uma leitura a dois com a escritora irlandesa Anamaria Crowe Serrano no Centro Camões às 21h30.

Andreia C. Faria nasceu no Porto, em 1984. Publicou em 2008 o seu primeiro livro de poemas, De haver relento (Cosmorama Edições), em 2013 Flúor (Textura Edições) e em 2015 Um pouco acima do lugar onde melhor se escuta o coração (Edições Artefacto)

A Elisabete Marques lerá no mesmo dia na Praça do Abanico às 22h30 textos com a galega Miriam Ferradáns, na secção Poetas através do Minho. Pelo que cheguei a saber na net, a poeta portuguesa vem definida como uma lufada de ar fresco na nova geração de poetas e o seu lirismo tem uma estética muito pessoal e singular. Publicou Cisco (Mariposa Azual) e Animais de Sangue Frio (Língua Morta). Neste último poemário faz uma alegoria do mundo e da fauna que o povoa.

Vão lá e apoiem a literatura em feminino!

 

 

Festival de Poesia no Condado

Entre 1 e 2 de setembro decorre um dos festivais mais representativos do fim do verão, porque…assumamos…as férias não vão durar sempre. O Festival de Poesia no Condado não é apenas a maior mostra de lírica do ano, é um evento multidisciplinar: audiovisual, artesanato, exposições e música.

Amanhã, dia 1, teremos em Salvaterra às 20h30 a apertura de exposições que contam com projetos de Clara Não e Mariana Malhão entre outras. Clara Não é uma ilustradora, escritora, desenhista, escultora e performista do Porto. Mariana Malhão é desenhista e ilustradora de Coimbra. Deixo-vos com uns exemplos dos seus trabalhos que para mim foram um achado, agora que voltei a brincar com a minha caixinha de aguarelas e que ando na procura de referentes femininos.

Já na noite às 23h poderemos ir ao concerto dos Baleia, baleia, baleia. Esta banda do Porto faz música tipo punk-rock e foi para mim uma coisa nova.

Li sobre eles que «pegam nos elementos mais alegres e coloridos que o rock alguma vez engendrou, agitam-nos numa garrafa com gasosa e tiram a tampa para molhar toda gente». Promete dar barraca…

https://youtu.be/xP7M8RP4fCc

No segundo dia de festival, entre música e poesia, há a projeção do documentário Mulheres da Raia de Diana Gonçalves às 19h.

Apanhem as suas trouxas e vão lá, que isto vai começar!

Festival da Poesia no Condado

Eventos há muitos, mas poucos deste género.

11880363_875634765818676_447456191745930225_nO Festival da Poesia no Condado é daqueles que têm longevidade na Galiza. 27 edições é o melhor currículo para eu vos apresentar esta festa das letras e das artes. Dois dias de convívio, palestras, música e muita carga poética em Salvaterra de Minho, aquela terra onde os talhos…são talhos. Pode ela não ser terra libertada por ser um condado, mas é livre de algum preconceito linguístico. Vejam só a ortografia do cartaz.

Tenho andado a acompanhar as últimas informações no perfil do Facebook destes dias e vi que há proposta lusófona para vos oferecer.

Este sábado podem lá ir e às 20h estar no festival poético e ouvir o português Alexandre Sá, na conversa com escritoras e escritores galegos e bascos. Lamento não ter muita informação deste autor, mas não encontrei muito na net. Vão lá e conheçam a obra dele ao vivo.

A música não falta, porque poesia e música nasceram juntas. Pega Monstro e Irmãos Makossa são as bandas que vão rolar a festa.

Pega Monstro, como diz o Jornal Público, é “rockar a sério”. Daquelas bandas girl power que deixam mossa. Foi ouvi-las e recordar-me das Amarguinhas, ai, como eu gostava delas!

E os Irmãos Makossa são uma banda que também gostava muito de ver. Depois de ter visto o Batida no Sol da Caparica este ano, fiquei fã dos ritmos afro-eletrónicos. Segundo as informações que eles mesmos fornecem: “dois amigos, pesquisadores de música africana da década de 70 e suas influências, decidiram cruzar os seus gostos e divulgar ao público o seu conhecimento! Os Dj sets dos Irmãos Makossa são a história de uma viagem por África e como África influenciou o mundo musical, contada pela música extraída dos vinis e cds que preenchem as suas malas”

Já não há desculpas para não gostar de poesia. Não há, não.