Festival de Poesia no Condado

Entre 1 e 2 de setembro decorre um dos festivais mais representativos do fim do verão, porque…assumamos…as férias não vão durar sempre. O Festival de Poesia no Condado não é apenas a maior mostra de lírica do ano, é um evento multidisciplinar: audiovisual, artesanato, exposições e música.

Amanhã, dia 1, teremos em Salvaterra às 20h30 a apertura de exposições que contam com projetos de Clara Não e Mariana Malhão entre outras. Clara Não é uma ilustradora, escritora, desenhista, escultora e performista do Porto. Mariana Malhão é desenhista e ilustradora de Coimbra. Deixo-vos com uns exemplos dos seus trabalhos que para mim foram um achado, agora que voltei a brincar com a minha caixinha de aguarelas e que ando na procura de referentes femininos.

Já na noite às 23h poderemos ir ao concerto dos Baleia, baleia, baleia. Esta banda do Porto faz música tipo punk-rock e foi para mim uma coisa nova.

Li sobre eles que «pegam nos elementos mais alegres e coloridos que o rock alguma vez engendrou, agitam-nos numa garrafa com gasosa e tiram a tampa para molhar toda gente». Promete dar barraca…

https://youtu.be/xP7M8RP4fCc

No segundo dia de festival, entre música e poesia, há a projeção do documentário Mulheres da Raia de Diana Gonçalves às 19h.

Apanhem as suas trouxas e vão lá, que isto vai começar!

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Luís Peixoto em Pardinhas

Uma das marcações do verão é o Festival de Pardinhas. Guitiriz é cada ano desde 1979, graças à associação Xérmolos, um destino para todas aquelas pessoas que amam a música ao vivo.

Este ano temos no cartaz um português, Luís Peixoto. Músico multi-instrumentista e habitual como colaborador musical noutras bandas como Galandum Galundaina, Sebastião Antunes e Quadrilha, Dazkarieh…lança neste ano o seu primeiro disco a solo: Assimétrico. O álbum caminha entre o folk e a eletrónica, sem esquecer a guitarra de Coimbra, pois quando falamos de Luís Peixoto, falamos de um coimbrão.

Nestas onze músicas temos cordas de bandolim, cavaquinho, viola braguesa, bouzouki…misturadas com instrumentos eletrónicos.

Amanhã poderemos vê-lo em Pardinhas. Vão perder?

https://youtu.be/BLSRrBhd_QI

Birds Are Indie na Galiza

É tempo de virtuosismo e, até que enfim, de músicos que fazem música.

Salvador Sobral, representante de Portugal no Eurovisão, disse que a música não eram fogos artificiais, que a música era sentimento. Portugal deu, de uma maneira discreta, uma lição de bom gosto ao mundo. Está na hora de abrir as nossas mentes a outros estilos e ritmos.

Uma das nossas bandas fetiche, Birds are indie, está de volta na Galiza. Joana, Henrique e Jerónimo poderiam ter passado as tardes na Netflix, mas decidiram criar uma banda. E a coisa foi tão simples…que acho que isso também se reflecte na música: sons transparentes, delicados e muitas vezes até tocados com brinquedos.

Hoje vão estar em Lugo no Fa Ce La, amanhã no Riquela em Compostela e depois de amanhã no Ogrobe, no Náutico.

 

The Twist Connection

19975127_ooiph-750x422Amanhã chega à Gentalha do Pichel, em Compostela, a formação The Twist Connection de Coimbra.

Músicos de muitas outras bandas, habitués do garage, reuniram-se para tocarem juntos ritmos que tocam estilos tão diversos como o rock, o blues e o garage.

Stranded Downtown, o é o seu álbum de estreia, chega para mostrar com quanta eletricidade se faz o novo velho rock’n’roll. Bateria, baixo e guitarra parece uma receita simples, mas só os melhores fazem da simplicidade a sua bandeira.

Amanhã às 22h!

Birds are indie no castelo

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O UKP day é um evento relacionado com o Ukelele Kit Project, exposição e ciclo de concertos que decorreu em Compostela pelo ano 2014. O evento tinha um fio comum: unir pessoas criativas em volta de um mesmo objeto físico, um ukelele “diy”.

Houve um efeito bola de neve e o evento foi crescendo. Hoje podemos dizer que o UKP day é já um mini-festival. O dia 4 do próximo mês podem dar um saltinho até o castelo medieval de Ribadávia, lá vai estar o melhor de uma feira galega (o polvo) e o melhor de um festival (atividades e bandas).

O que podem fazer? colares havaianos, um ukelele de cartão, comprar vinils e produtos gourmet …mas vamos ao ponto, podem ir lá e ouvir uma dessas bandas de Coimbra de culto: Birds Are Indie.birds-are-indie-por-Francisca-Moreira-730x480

 

Parece que as barbas chegaram para ficar, amigas. Eu já tive oportunidade de ver esta maravilha ao vivo. Não fiquem em casa esse primeiro fim de semana de junho.

A Canoa em Compostela

candidopazó04_eduardoPintoO Centro Dramático Galego tem feito um troca por troca muito interessante. Fruto dessa parceria, temos a peça “A Canoa” (“A Piragua”, no original). Escrita pelo galego Cándido Pazó e apresentada pela primeira vez em Santiago de Compostela em 2007, numa produção do Centro Dramático Galego, hoje é apresentada por atrizes e atores portugueses da Escola da Noite de Coimbra sob a direção do nosso dramaturgo.

O enredo da história é um bocado uma redução ao absurdo: o desconforto de um homem com o facto de o vizinho guardar uma canoa no seu lugar de garagem. A peça vai muito além e chama a atenção para o problema da violência doméstica e para a forma como ele se relaciona com os quadros de valores em que nos movemos.

Uma das melhores peças do teatro galego moderno, sempre em constante diálogo com os espectadores para criar um ambiente de diálogo.

Nesta quinta-feira, às 20h30, no Salón Teatro .

 

 

 

 

 

A jigsaw em Compostela

Acontece. É muito especial esbarrar com um cartaz na cidade que anuncia a presença dessa banda de culto que vimos acompanhando há alguns anos. Chama-se serendipidade, pensei nisso e isso foi mesmo o que aconteceu.

A Jigsaw é uma das mais prometedoras bandas da nova música portuguesa. Folk, blues e muitos (mesmo muitos) instrumentos fazem do som desta banda uma proposta musical muito caraterística. Como já tínhamos dito antes, infelizmente na Galiza a programação cultural passa pelo filtro de Madrid e é muito complicado que a banda de Coimbra ultrapasse aquele teto invisível. 147203615__275x250

Drunken Sailors and Happy Pirates falava da perda da inocência, da construção da identidade… os A Jigsaw apresentam agora o seu novo disco No True Magic, focado no tema da imortalidade ou a suspensão momentânea da incredulidade. Quando eu estudei na faculdade, em Filologia chamávamos isto de “pacto ficcional”. É a teoria do poeta e filósofo inglês Samuel Taylor Coleridge em 1817: na abordagem a uma obra literária, o leitor pode suspender o julgamento da implausibilidade da narrativa, de modo a melhor desfrutar dela. Um desafio semelhante é proposto aos espectadores de um número de ilusionismo, convidados a aceitar a magia como explicação para os truques que acontecem diante dos seus olhos.

É a possibilidade de acreditarmos em milagres – e, em particular, no milagre maior da imortalidade – que nos alivia do peso de sabermos que esta não existe. Abordando a questão nesta perspetiva, No True Magic fala-nos, portanto, dos termos em que aceitamos e convivemos com a nossa mortalidade.

Propostas sisudas que vêm de Coimbra.

Tocam em Compostela, às 21h, o dia 11 de junho na sede da SGAE, em Vista Alegre.