Cineuropa 2019

Começa o Cineuropa. Desta vez, na edição 33, temos novo pessoal na capitania, mas o festival conserva toda a sua magia.

O Lusopatia faz uma folha de navegação para quem quiser estar a par de todo o conteúdo lusófono. Falaremos dos prémios, dos filmes e dos espetáculos…o critério é a língua aparecer. Confiram!

PRÉMIOS

Neste ano o prémio Cineuropa 2019 será para a realizadora Rita Azevedo Gomes. No Lusopatia estamos muito felizes, porque ela ocupa e ocupará sempre um espaço entre os nossos post. É só pesquisarem entre os nossos artigos e verão que ela já andou na Numax, no Encontro de Mulheres da Lusofonia…

A entrega será no dia 16 às 20h.

Muitos parabéns, Rita!

FILMES

Um dia mais com vida (quinta 14, 19h15), Raúl de la Fuente, Damian Nenow; Espanha, 2018, Animação. Kapuściński é um reporter polaco que em 1975 viaja a Angola. Lá conhece a guerrilheira Carlota, que vai mudar a sua vida para sempre e propiciará uma mudança profissional: ele agora será um escritor.

-Tras las luces (sexta 15, 16h), Sandra Sánchez, 2011, Espanha, Documentário. A diretora segue a vida da Lourdes, uma feirante que anda nas feiras com uma atração de carrinhos de choque.

Danses macabres, squelettes, et autres fantaisies/ danses macabres, sketetons and other fantasies (sábado 16, 20h), Pierre León, Rita Azevedo, Jean-Louis Shefer; França, Portugal, Suíça, 2019, Documentário. E se a dança da morte não fosse só realmente a posta em cena da morte na Idade Média? e se fosse a criação da Europa moderna?

A vingança de uma mulher/A woman’s revenge (quarta 20, 22h), Rita Azevedo, Portugal, 2012, Drama. O filme não é novo entre as nossas linhas, recordam-se? Podem ver a sinopse nesta ligação.

Vitalina Varela (domingo 24, 22h, e segunda 25, 18h15), Pedro Costa, Portugal, 2019, Drama. O filme conta a história de uma mulher de 55 anos que chega a Lisboa depois do enterro do seu marido.

A portuguesa/The portuguese (quarta 27, 20h15), Rita Azevedo, Portugal, 2018, Drama. Um dos filmes mais reconhecidos da realizadora portuguesa. A fita leva-nos à Idade Média, onde a nova esposa de Lord Von Ketten vive num castelo da Ilátia à espera de o seu homem voltar da guerra. Podemos ver como é que ela passa o seu tempo, nesse embaraço do jogo do amor.

MÚSICA

Maria de Medeiros and The Legendary Tigerman (quarta 13, 20h30, Auditório da Galiza) o guitarrista e a atriz e cantora fazem este troca-troca de músicas de cinema no trabalho 24 milla baci.

Com toda esta informação…não quero agora ninguém perdido!

Cineuropa 2018

E assim de uma semana para outra, passamos dos chinelos às galochas. Mas tudo vem também com coisas boas. Podemos compensar os pés ensopados com os magustos e com o nosso bem querido Cineuropa. Não há outonos sem isto.

Na nossa já costumeira (e retardatária) recomendação, selecionamos estes filmes para ti, que gostas de ouvir nasalidades. Lamentamos imenso chegar atrasados e não falarmos do Macunaíma, aiiiii. Se quiserem saber mais, já sabem, ligação:

Luz obscura, 2017. Susana de Sousa Dias. Portugal. Documentário. (amanhã às 16h30; terça 20, às 19h30). Como é que agia a PIDE, a polícia do Estado Novo? como é que era a repressão na ditadura portuguesa?

-A sedução da carne, 2018. Júlio Bressane. Brasil. Ficção. (terça 13, às 16h; segunda 19, às 16h15). Uma escritora mete conversa com um papagaio. Lá no fundo, um pedaço de carne é que observa esse diálogo.

O termómetro de Galileu, 2018. Teresa Villaverde. Portugal. Documentário. (quinta 15, às 18h). Um documentário em português e italiano onde podemos refletir sobre a situação política da Itália atual.

-O som ao redor, 2012. Kleber Mendonça Filho. Brasil. Ficção. (sexta 16, às 18h45). Os moradores de um bairro de uma cidade brasileira contratam uma empresa de segurança para a sua proteção. Esta nova contratação mudará as suas vidas, agora mais rotineiras.

-Diante dos meus olhos, 2017. André Félix. Brasil. Documentário. (sexta 16, às 17h30). Fala dos membros da banda musical Os Mamíferos, que atuavam na década de 60 no Brasil interpretando música MPB.

-Djon Africa, 2018. Filipa Reis, João Miller Guerra. Brasil, Portugal, Cabo Verde. (sexta 16, às 20h30) Os filhos não reconhecidos acabam por se parecer muito aos seus pais. Um dos protagonistas fará uma viagem a Cabo Verde para encontrar o seu pai.

Inferninho, 2018. Pedro Diógenes, Guto Parente. Brasil. Ficção. (sexta 16, às 21h; domingo 18, às 21h30). Deusimar é a proprietária de um boteco, o Inferninho. Mas ela sonha com largar tudo e conhecer lugares longínquos.

O processo, 2018. Maria Augusta Ramos. Brasil, Alemanha, Paises Baixos. Documentário (sábado 17, às 18h; terça 20, às 21h). A história de Dilma Rousseff e, portanto, a história também do impeachment. A primeira mulher presidente do Brasil foi presa política na ditadura e posteriormente foi julgada por corrupção. Poderemos ouvir os depoimentos da protagonista.

Praça Paris, 2017. Lúcia Murat. Brasil, Argentina, Portugal. Ficção. (domingo 18, às 16h30). A Glória trabalha no elevador de uma universidade do Rio, a Camila é psicanalista e frequenta a mesma universidade porque faz nela o doutoramento. Lá é que começa um relacionamento que ultrapassa qualquer consultório.

Neville d’Almeida: Cronista da Beleza e do Caos, 2018. Brasil. Documentário. (segunda 19, às 18h; terça 27, às 17h45). Documentário sobre este cineasta de Belo Horizonte. 

Copacabana Beach, 1983. Vivian Ostrovsky. Brasil Experimental. (quinta 22, às 16h30; terça 27, às 17h30). A câmara e a edição de Vivian Ostrovsky procuram o absurdo na rotina dos corpos de banhistas, ginastas, transeuntes, gente comum flagrada em Copacabana. Esses hábitos banais são frequentemente convertidos em coreografia, expressando outra paixão da cineasta. Tudo isto…com músicas da minha muito amada Carmen Miranda.

-Deslembro, 2018. Flávia Castro, Brasil, França, Catar. Ficção. (sábado 24, às 18h) Joana cresceu em Paris, em contacto com o rock e a literatura. Mas em 1979, com a amnistia, a Joana regressa a um Brasil que quase não conhece. Chega ao Rio e recupera algumas recordações de seu pai e da sua meninice.

Tempo comum, 2018. Susana Nobre. Portugal. Ficção. (domingo 25, às 19h). Marta é mãe pela primeira vez. Experimenta novas sensações e conhece a sua filha entre visitas de familiares e amigos, que vão tecendo uma história de narrações de experiências próprias.

Nesta semana, deparei-me com esta frase do Manoel de Oliveira “Nenhuma arte simula a vida como o cinema. Todavia, não é uma vida. Também não é propriamente uma arte. Porque é uma acumulação, uma síntese de todas as artes. O cinema não existia sem a pintura, sem a literatura, sem a dança, sem a música, sem o som, sem a imagem, tudo isto é um conjunto de todas as artes, de todas sem exceção.” Já pensaram nisso? em todos os museus que estão a visitar durante 90 minutos? curtam então essa visita!

Cineuropa 2017

Começamos com uma edição do Cineuropa em grande, com montes de filmes em português para ver e com um ciclo dedicado ao realizador português Pedro Pinho.

Não se preocupem, a coisa chata de ver que filmes são em português…já a fiz eu. Então vamos lá!:

  • Arábia (Brasil, 2017) de Affonso Uchoa e João Dumans. (Dias 10 e 17). Conta a história de um rapaz de uma favela que um dia encontra um diário de um operário recentemente falecido.
  • As boas maneiras (Brasil, 2017) de Juliana Rojas e Marco Dutra. (Dias 22 e 24). Este filme já conta com vários prémios e parece daqueles em que a bilheteira vai esgotar logo! Uma rapariga é contratada como babá de um bebé que ainda não nasceu.
  • A mulher do pai (Brasil, 2016) de Cristiane Oliveira. (Dias 17 e 21). Igual que o anterior, o filme tem já vários prémios. Numa aldeia que faz fronteira com o Uruguai vive uma rapariga com o seu pai cego. Depois da morte da avó, ela terá que cuidar dele.
  • No intenso agora (Brasil, 2017) de João Moreira Salles. (Dias 15 e 17). Este documentário tem música de Rodrigo Leão e foi realizada após o descobrimento de uma fita amadora da Revolução Cultural Chinesa.
  • Pendular (Brasil, Argentina, França, 2017) de Julia Murat. (Dias 22 e 27). Um escultor e uma dançarina convivem numa galpão abandonado, onde cada espaço deles é separado por uma fita adesiva. Coreografia e plasticidade não vão faltar a um filme com menções à melhor fotografia em vários festivais.
  • O estranho caso de Ezequiel (Brasil, 2016) de Guto Parente. Ezequiel é um homem que acabou mesmo de virar viúvo. Um dia recebe uma visita de um alien em casa e depois…aparece a sua mulher falecida, como quem não quer nada! Evidentemente, nada vai ser igual na vida do Ezequiel.
  • Mi mundial (Uruguai, Brasil, 2017) de Carlos Andrés Morelli (Dias 12 e 25). Esta coprodução entre Uruguai e o Brasil conta em espanhol e português a história de Tito, um miúdo de 12 anos que é já um astro da bola. Este talento precoce também é um claro exemplo de “de pequenenino é que se torce o pepino”. Será capaz Tito de voltar a ser um rapaz bomzinho?Este filme entra dentro do ciclo CineuropaMiúda.

DENTRO DO CICLO SOBRE AS REVOLUÇÕES…

Temos dois filmes do realizador brasileiro Glauber Rocha. Também escritor e ator, o Glauber esteve exilado durante a ditadura em Portugal.

  • António das Mortes (França, Brasil e RFA, 1969) de Glauber Rocha (Dia 16). António das Mortes é um relato sobre um conflito entre classes na história brasileira.
  • Terra em transe (Brasil, 1967) de Glauber Rocha (Dia 13). O anarquista Paulo Martins vive no lugar fictício de El Dorado. Um relato tropical onde nada é o que parece.

PERSPETIVA PEDRO PINHO

Pedro Pinho é um realizador português novo que nos últimos tem deixado o patamar muito alto. Ele faz parte do coletivo Terratreme, criador da saga social A Fábrica de nada, vencedor em Cannes. História de um percurso de um espírito inquieto que começou na dança e chegou a ocupar casas. Aos 40 anos, é, porém, alguém com uma obra já com algumas credenciais no circuito internacional. Um artesão que tem ido do documentário à ficção com uma desenvoltura notável, passando também pelo trabalho como diretor de fotografia.

No festival poderemos ver deste realizador:

A fábrica de nada (Portugal, 2017) (Dias 19 e 20). As máquinas de uma fábrica são roubadas pela administração e os operários vêm-se obrigados a estarem lá…de mãos a abanar.

As cidades e as trocas (Portugal, 2014) de Pedro Pinho e Luísa Homem. (Dia 20). Este documentário em crioulo fala da crise turística de Cabo Verde.

Bab Septa (Portugal, 2008) de Pedro Pinho e Frederico Lobo. (Dia 22). Este documentário tem um título em árabe “Bab Septa” que não significa outra coisa que Ceuta. Fala mesmo dessa alfândega.

Um fim do mundo (Portugal, 2013) (Dia 21). Uma rapariga que chega nova à cidade e também um black-out. Será uma ocasião para conhecê-la melhor?

Desde hoje até ao 28 de novembro podem deixar descansar o Netflix!

 

Cineuropa 2015

IMG_20151104_194235_283-770x480O outono em Compostela é a imagem da locomotiva das castanhas e…Cineuropa. Esta é para mim a melhor época do ano para conhecer a cidade e a melhor época para viver nela, longe das aglomerações que o turismo estival deixa.

Nesta semana foi publicado na net o programa definitivo deste festival com vocação europeísta e cá vos deixo as minhas já costumeiras sugestões. Houve alguns anos que aparecia no programa algum filme brasileiro, neste ano as criações são todas lusas.

Dica: descarreguem o pdf com os horários e locais no telemóvel e assim têm sempre ao alcanço:

  • As mil e uma noites, de Miguel Gomes (Portugal). O criador de Aquele Querido Mês de Agosto traz uma nova peça. Este é um filme muito recente, deste ano, e fiquem a saber que é a obra portuguesa candidata aos Oscars. mil e uma

A trilogia, apresentada em vários “volumes” autónomos, serve-se do popular livro árabe para traçar a história da crise económica, da austeridade e do desemprego em Portugal, através de testemunhos reais.

Foi estreada em Portugal entre agosto e outubro e tem sido alvo de elogios da crítica internacional.

Podem ver no Cineuropa os três volumes: O Inquieto, O Desolado e O Encantado.

Se Álvaro Cunqueiro vivesse…ia adorar.

  • A uma hora incerta, de Carlos Saboga (Portugal). O filme traça um retrato de Portugal durante a Segunda Guerra, através de Vargas, inspetor da polícia política de Salazar, da sua filha Ilda e de Laura, uma refugiada francesa que procura fugir da guerra por Lisboa, com o seu irmão.hora_incerta_0

Filmado com representações contidas, “A Uma Hora Incerta” é, na visão do realizador, um vislumbre sobre o passado desse Portugal fechado do século XX. Na minha visão…uma maneira de fazer-nos ver, de não nos esquecer de guerras e refugiados

  • Um dia normal, de Bárbara Reis (Portugal). Um dia normal é um filme mosaico. Bárbara Reis faz um filme muito fresco e arriscado com motivo do 25 aniversário do jornal Público. Este é o filme ideal para quem está nos inícios do contacto lusófono, porque é uma obra muito abrangente.

um diaFoi uma obra infelizmente pouco difundida em Portugal, mesmo contando com a parceria do Público. O objetivo segundo Bárbara Reis é :“Os media dão, por regra, destaque a temas extraordinários. Mais vezes pelo lado negativo, menos vezes pelo lado positivo. Mas quase sempre porque são extraordinários. Porque o Tempo é o tema do 25.º aniversário PÚBLICO, quisemos olhar para a realidade de maneira diferente e registar em vídeo algo que se aproxime de um dia normal em Portugal”.

  • John From, de João Nicolau (Portugal). Da produtora O Som e a Fúria, que já ocupou algumas das nossas linhas, o filme é a segunda longa-metragem deste realizador português e pode ser entendido como uma continuidade de Gambozinos.

johnA longa-metragem gira em torno de Rita, uma jovem de 15 anos que tem o verão à sua frente e um “ex-futuro” namorado, que faz tranças e tem festas onde as mostrar.

Não é a primeira vez que o realizador explora o universo do paraíso perdido da infância e as primeiras experiências da adolescência. Em palavras do João Nicolau “Nada é tão feroz como o coração de uma menina. Se há coisa mais pura e violenta eu não sei qual é”. Adorei esta frase e este vai ser o meu encontro iniludível com o cinema neste festival.

  • Viagem ao princípio do mundo, Manoel de Oliveira (Portugal). Um filme deste realizador não podia faltar e menos neste que é o ano da sua morte.

Como tributo, poderemos ver este filme de 1997. Consensualmente aplaudido, é o primeiro filme autobiográfico de Manoel de Oliveira.2015-04-09-Viagem-ao-Princ-pio-do-Mundo

Esta é uma road-movie onde um velho cineasta percorre o Norte de Portugal na companhia de três dos seus atores, aproveitando uma pausa na rodagem de um filme. Um dos atores, um francês de origem portuguesa, tenta encontrar e reconhecer as suas origens, indo ao encontro de uma velha tia, enquanto o velho cineasta vai evocando e recordando episódios da sua vida e do seu passado.

Na obra aparece Marcello Mastroianni, de facto, foi o último filme que o italiano encenou.

Marquem na agenda, organizem-se…que há muita coisa boa junta.

 

 

Cineuropa 2014

cineuropaChega o outono e com ele traz a chuva, a locomotiva das castanhas e uma das coisas mais tipicamente picheleiras: Cineuropa. Desde o dia 9 até 30 deste mês a programação cultural da cidade enche-se de fotogramas e vozes na versão original. Para aquelas pessoas que detestarem os filmes com dobragem (por exemplo, eu) o mês de novembro é um paraíso, uma Babel de sotaques e línguas que nunca ouvimos no resto do ano.

Depois de mergulhar entre as páginas do PDF da programação do festival, tenho uma sensação agridoce. Com a mão no coração vos digo que pensei que teria mais notícias que dar. Esta edição não tem muita representação lusófona porque está mais virada para o aniversário do muro de Berlim. Vejam então quais são as nossas dicas:

-CAVALO DINHEIRO (2014). (Secção oficial) Portugal. Documentário. Realizada por Pedro Costa, um dos premiados em Cineuropa 2012, conta a história de Ventura. Ventura é uma personagem recorrente no cineasta, porque já o conhecemos em Juventude em marcha e em Centro Histórico. Cavalo Dinheiro é um exercício de memória, uma recordação da Revolução dos Cravos e uma ode a Lisboa e ao universo de Fontainhas.

-O VELHO DO RESTELO (2014) (Secção oficial) Portugal. Curta-metragem. Manoel de Oliveira (que nunca falta na programação do Cineuropa) faz um mergulho livre e sem esperança na história de Portugal.

Num banquinho de jardim no século XXI estão sentados Dom Quixote, Camões, Teixeira de Pascoaes e Camilo Castelo Branco. Parece o início de uma piada, mas nada disso, eles todos dialogam e analisam presente, passado e futuro. Uma das propostas mais originais que aparecem neste artigo.

O LOBO ATRÁS DA PORTA (2013) Brasil. Drama. Realizada por Fernando Coimbra e com vários prémios e projeções em muitos festivais. O nó da história é um sequestro. Uma criança é sequestrada e na esquadra de polícia Sylvia e Bernardo, pais do miúdo, e Rosa, amante de Bernardo e principal suspeita do crime, oferecem depoimentos contraditórios. Desejo, mentira, perversão…os impulsos que saem das entranhas do ser humano.

-A HISTÓRIA DE UM ERRO (2014) Portugal. Documentário. A representação feminina chegou com a realizadora portuguesa Joana Barros.

A paramiloidose é uma doença pouco conhecida, mas visibilizada neste documentário. O litoral norte de Portugal tem a maior concentração de casos do mundo. Durante décadas a doença foi estigmatizada até que em 1939 o médico Corino de Andrade começou a estar de olho nela e fez as primeiras investigações. A paramiloidose é apenas o marco para uma reivindicação: uma medicina livre de preconceitos e ao alcanço de todos e todas.

paulo brancoE aí acaba a lista de filmes em português, mas ainda falta a cereja no bolo. Não íamos ficar assim…

Cineuropa premia no dia 22 de novembro a trajetória do realizador lisboeta Paulo Branco. Ele tem trabalhado entre Paris e Lisboa, produziu mais de trezentas fitas até com outros realizadores já premiados pelo próprio festival como Manoel de Oliveira e Paulo Branco.

No ciclo de Sons trânsitos também teremos o concerto do brasileiro Vítor Ramil no Teatro Principal. Sábado 13, às 20h30.
Querem saber onde e quando? confiram nesta ligação.

João Canijo hoje no Cineuropa

Cineuropa propõe esta tarde uma das visualizações mais esperadas que virá acompanhada de um pequeno colóquio depois. Cinco longas-metragens do realizador de Sangue do Meu Sangue vão ser apresentadas no Festival de Cinema Cineuropa em Santiago de Compostela.

A homenagem de que é alvo segue a linha do sucesso de Sangue do Meu Sangue (2011). Durante este ano, o filme recebeu o prémio da crítica do Festival Internacional de San Sebastián e o prémio do júri do Festival de Miami na categoria Ibero-Americana.

A seção oficial do festival apresenta ainda outros três filmes de produção portuguesa, O Gebo e a Sombra de Manoel de Oliveira e Tabu de Miguel Gomes e Linhas de Wellington de Valeria Sarmiento que encerra o festival dia 30 de novembro.

Em simultâneo, a obra de João Canijo é também homenageada no Centro Galego da Arte da Imagem na Corunha a partir de 27 de novembro.

Mais informações sobre datas e horas em Calendário.