O humor gráfico na Galiza e Portugal

Este ano voltei à universidade. Sempre gostei de aprender e, por outro lado, quem não ia gostar de ter descontos no cinema e nos museus? É a brincar. Estou a estudar Língua e Literaturas Modernas com especialidade em português. Estudar e trabalhar à vez não é fácil, mas tudo é melhor levado se realmente existe um interesse. Da minha parte existe e muito.

Uma das cadeiras que tenho é Relações Galiza-Lusofonia, parece feita que nem uma luva para alguém que tem um blogue como este, pois não? Andei a fazer trabalhos estes meses e afinal fiz um sobre o humor gráfico na Galiza e Portugal.

Escolhi o tema porque sempre acho que as artes plásticas são as eternas esquecidas nas relações culturais que envolvem as línguas. A arte é já uma linguagem em si própria e talvez seja por isso que não nos preocupemos tanto com este tema no âmbito dos estudos lusófonos. Aliás, gosto muito de Castelao e Bordallo Pinheiro e achei que poderia ser interessante ver a carreira dos dois de maneira conjunta.

Podem ler o meu trabalho nesta ligação

Para acompanhá-lo criei este Genial.ly onde podem ver todas as imagens de que falo.

O crânio de Castelao

2013021421041561822O amor pelo vintage chega também à literatura. Este post é sobre literatura de folhetim.

Esta terça-feira, 23 de julho, às 19h30, no Túmulo de Castelao na Igreja de São Domingos de Bonaval em Compostela terá lugar o lançamento do livro “O Crânio de Castelao”. O livro é um romance em folhetim, escrito por onze pessoas de países lusófonos.
Quem quiser passear pelas páginas desta obra, encontrará nomes de “cordelistas” como Carlos Quiroga, Antón Lopo, Suso de Toro, Quico Cadaval, Xavier Queipo e Xurxo Souto, Miguel Miranda (Portugal), Bernardo Ajzenberg (Brasil), Germano Almeida (Cabo Verde), Possidónio Cachapa (Portugal) e Luís Cardoso (Timor). Foram publicados capítulos em diferentes meios da Galiza, Brasil e Portugal e agora podemos contar com ele editado como livro junto com outras explicações graças a Através Editora.

Como se se tratasse de um capítulo de Murder, she wrote e tal como o género pede, a história parte de um roubo de uns ossos. Por melhor dizer, do crânio de Castelao. Um Catedrático de Medicina pede a um discípulo que o procure e nessa busca, que leva o jovem por várias geografias de Portugal, Cabo Verde, as Açores e o mesmo Índico, interfere a filha do velho professor. Quando recebem aviso final de regresso, pois o crânio fora substituído por outro, os meios conseguiram fazer crer que o roubo nada mais era do que uma ficção literária ligada ao mencionado Encontro Galego no Mundo-Latim em Pó.

Onde começa a literatura e onde a verdade? será que está o crânio no túmulo? será que o crânio é o de Castelao?

Só poderemos saber a verdade esta terça.