Mato Seco em Bueu

Esta é uma boa notícia para todas aquelas pessoas que gostarem do reggae. A banda brasileira Mato Seco chega amanhã a Bueu ao Aturuxo no marco dos concertos que vêm preparar o caminho para o Minhoreggae.

A história destes brasileiros não é fácil assim de acompanhar nas redes. Ao que pude saber, com duas décadas de carreira musical e três trabalhos de estúdio, os Mato Seco são uma das bandas mais reconhecidas dentro deste estilo musical no Brasil. As suas canções Brilho Oculto, Tudo nos é dado, Pedras Pesadas, Resistência ou Caminho da Luz são autênticos hinos para todas as pessoas de filosofia rastafari. Estou feliz por ter sabido isto, porque amo reggae e sempre é bom alargar a lista de nomes. Natiruts, Chimarruts, O Rappa ou Cidade Negra estão há anos no meu Spotify. Está na hora de incluir os Mato Seco então.

Como é que foram os seus inícios? Sete amigos da infância de São Caetano do Sul juntaram-se em 2002 para criar música de resistência. O assunto era difícil porque nenhum deles sabia tocar, mas depois de muito esforço e aulas com profissionais eis o resultado.

Segundo li, o nome vem da sua filosofia de vida. Entendem que tudo faz parte de um ciclo. Um mato pode ser verde, ter vida e depois secar, para servir de adubo a outras plantinhas. Isto pode ser visto como um símbolo de resistência e assim é como eles querem que vejamos a cena. E falando em resistência…

O Mato é Seco, mas não morto. Jah Bless!

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Pekagboom em digressão

O rapper são-tomense Pekagboom vai estar na Galiza para uma pequena digressão de concertos graças ao trabalho da Associação Beco da Língua. Vejam o percurso dele:  

– 4 abril no festival Português Perto. Aquelas nossas músicas em Ourense 
– 5 abril Aturuxo Bar (Bueu)
– 6 abril C.S. Gomes Gaioso na Corunha  
– 7 abril Fundaçom Artábria em Ferrol

 

Pércio Sousa Neves e Silva, a.k.a Pekagboom, é um rapper são-tomense radicado em Lisboa. Desde cedo desenvolveu uma paixão pelo rap. Em 2003 quando morava na “Quinta do Mocho”, na capital portuguesa, formou a banda Império Suburbano com outros emigrantes.

Para Pekagboom os seus referentes são o Sam The Kid, Valete (não podia ser de outra maneira!), Azagaia, Kendrik Lamar e Eminem. Ele fala de temas sociais e políticos: os direitos humanos, as desigualdades, a corrupção…podemos considerá-lo um ativista com rimas e batidas.

Atualmente tem um álbum e uma mixtape a solo. O seu último trabalho, Banho Público, fez-lhe ser homenageado em 2017 como melhor rapper de intervenção social na II Gala “África is more” e considerado pelo site Planeta Rap Luso como melhor rapper são-tomense do ano 2016. É considerado também o melhor álbum de rap são-tomense.

Sofia Ribeiro em digressão

Outonalidades, circuito português de música ao vivo, traz a cantora Sofia Ribeiro para uma pequena digressão de concertos que começa hoje.

Sofia Ribeiro é uma cantora e compositora portuguesa dedicada ao jazz. Parece que o Salvador Sobral ter ganho a Eurovisão com a sua voz crooner e toques de jazz começa a ter impacto nas salas e nos contratos da Galiza. Ainda bem que começamos a perceber que a música tem muitos estilos.

A Sofia é licenciada em canto jazz pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE), onde atualmente lecciona. Tirou um mestrado em canto jazz no Conservatório de Bruxelas, onde estudou com David Linx.

Ganhou vários prémios, entre eles o segundo lugar da competição internacional “Young Jazz Singers” e o primeiro prémio da competição international de jazz “Voicingers 2008”. Estudou na Berklee College of Music e no final da sua estadia  foi-lhe oferecido o prémio “Oliver Wagmann Memorial Scholarship”, prémio destinado a um(a) cantor(a) extraordinário(a) que demonstrou excelência académica na faculdade.

Tem seis discos publicados Dança da solidão (2005), Orik (2008), Porto (2010), Ar (2012), Mil e uma cores (2012) e Mar Sonoro (2017).

Então o esquema é assim, façam captura de ecrã:

-hoje em Bueu no Bar Aturuxo

-amanhã na Borriquita de Belém em Compostela

-depois de amanhã no Club Clavicémbalo em Lugo

Toques do Caramulo em digressão

imagesA banda portuguesa Toques do Caramulo vai estar este fim de semana em terras galegas. O melhor da música serrana chega diretamente de Águeda à Galiza para nos fazer dançar.

Esta banda de folque conta com mais de uma década de estrada. Eles reinventam-se continuamente, fazendo música nova das velhas cantigas e levando o público a surpreender-se com o repertório esquecido da Serra do Caramulo. Com amplo reconhecimento nacional e internacional, este é um espetáculo de forte energia musical e interação com o público, fazendo de cada concerto uma grande festa para todas as idades.

Certeza que entre tanta música tradicional encontram alguma idêntica além e aquém Minho.

Onde vão tocar?:

-Dia 21, Calvicémbalo, Lugo, às 00h

-Dia 22, Sala Aturuxo, Bueu, às 20h

Fic Bueu

fic-bueu-2014Adoro fazer artigos que são a consequência de ter descoberto uma coisa nova. Este é um deles. Até há uns dias não sabia que em Bueu havia também um festival internacional de curta-metragens. A alegria foi ainda maior quando vi que entre as peças selecionadas também havia propostas lusófonas.

O Fic Bueu conta com sete edições (ok, sim, soube que existia muito tarde mesmo) e esta parece ser a de mais sucesso, porque chegaram 930 filmes à fase de pré-seleção. A proposta é pois culturalmente muito diversa.

De 8 a 13 de setembro poderão ver curtas muito variadas, com o compromisso de que cada dia há pelo menos uma curta de animação. Mas há que destacar um facto: muitas das curta-metragens que chegaram representam dramas e dramas protagonizados por miúdos, talvez isto possa servir para fazer-nos refletir.

Na brochura que o festival reparte, podemos ver os horários e o elenco de fitas que vão passar. Confiram aqui.

E assim, em curtas doses, o Lusopatia propõe três curtas de Portugal e Brasil que não vão deixar ninguém indiferente. De temas sociais a temas intimistas, cá está a nossa aposta lusópata:

  • amanhã, dia 8, Brasil: A Fábrica, um drama de Aly Muritiba. O filme retrata o dia-a-dia de um preso (Metruti) e a intenção de convencer a sua própria mãe (Lindalva) a burlar a segurança local para lhe trazer um telemóvel.

<p><a href=”http://vimeo.com/26964792″>A Fábrica (with english sub)</a> from <a href=”http://vimeo.com/grafoaudiovisual”>GRAFO Audiovisual</a> on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

  • terça, dia 9, Brasil: Meu amigo Nietzsche, uma comédia de Fáuston da Silva. Conta história de um menino (Lucas) que encontra num aterro sanitário da periferia de Brasília um livro do filósofo alemão do século XIX Friedrich Nietzsche (Assim Falava Zaratustra) que faz uma mudança radical em toda sua vida revolucionando a sua mente, a sua vida a da sua família e dos seus amigos. Ao final ele não será mais um menino, será uma dinamite!

Esta foi a proposta que mais gostava eu de ver pelo argumento, que achei fora do comum.

<p><a href=”http://vimeo.com/79532028″>Meu amigo Nietzsche</a> from <a href=”http://vimeo.com/edivandjs”>Edivan</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

  • sexta, dia 12, Portugal-Roménia: Luminita, drama de André Marques. Dois irmãos que não se comunicam há anos encontram-se no funeral da sua mãe, onde têm de lidar com a sua família de luto, as suas obrigações enquanto filhos e os seus próprios sentimentos de perda.

Não percam a oportunidade de ver estas curtas com o som do mar de fundo!