Cerveira em Vigo

O romancista russo Ivan Turgueniev dizia que A arte de um povo é a sua alma viva, o seu pensamento, a sua língua no significado mais alto da palavra; quando atinge a sua expressão plena, torna-se património de toda a humanidade, quase mais do que a ciência, justamente porque a arte é a alma falante e pensante do homem, e a alma não morre, mas sobrevive à existência física do corpo e do povo.

Se quiserem dialogar com essas almas falantes de um povo, fiquem a saber que desde amanhã até ao dia 13 de janeiro poderem ver na sede do Centro Cultural Camões em Vigo uma seleção de 12 obras da Bienal Internacional de Arte de Cerveira. Elas são também 12 visões estéticas diferentes de artistas portugueses/as e espanhóis/espanholas (Acácio de Carvalho (PT), Alberto Vieira (PT), Álvaro Queirós (PT), Ana Vigidal (PT), Carlos Casteleira (PT/FR), Henrique do Vale (PT), Joana Rêgo (PT), Manuela Bronze (PT), Ricardo de Campos (PT), Rosa Ubeda (ES), Sobral Centeno (ES), Vasco Sá-Coutinho (ES)

O horário é de segunda a sexta-feira das 10h30 às 14h e das 16h às 18h30.

 



Do barroco para o barroco

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A Casa da Parra, em Compostela, volta a ter criadores e criadoras lusófonas. Hoje, pelas 20h será inaugurada a exposição Do barroco para o barroco que conta com 18 artistas portugueses, brasileiros e argentinos que trazem o melhor da Bienal de Arte da Cerveira.

Todos estes criadores seguem conceitos e linguagens artísticas, usam registos e materiais diversos e posicionam-se em estéticas diversificadas no contexto sociocultural contemporâneo.  O facto que os une é terem desenvolvido projetos específicos para o Carpe Diem – Arte e Pesquisa (Lisboa).
Irão encontrar muita mistura de géneros artísticos, poucos limites entre as diversas disciplinas. Um interrogante que obriga um diálogo entre os autores e as pessoas que vemos as obras.

A mostra é itinerante, já esteve em Braga e agora chega até nós. Os curadores assinalam que o facto de chegar Compostela “propicia uma dinâmica privilegiada, atendendo às forças de pessoas num público vizinho e cúmplice. Servirá de motor para descobertas, por parte dos visitantes, oriundos de inúmeros países, todos os que afluem à cidade de Santiago de Compostela, tanto quanto para a comunidade local”

Deixo-vos com esta pequena amostra.