Pekagboom em digressão

O rapper são-tomense Pekagboom vai estar na Galiza para uma pequena digressão de concertos graças ao trabalho da Associação Beco da Língua. Vejam o percurso dele:  

– 4 abril no festival Português Perto. Aquelas nossas músicas em Ourense 
– 5 abril Aturuxo Bar (Bueu)
– 6 abril C.S. Gomes Gaioso na Corunha  
– 7 abril Fundaçom Artábria em Ferrol

 

Pércio Sousa Neves e Silva, a.k.a Pekagboom, é um rapper são-tomense radicado em Lisboa. Desde cedo desenvolveu uma paixão pelo rap. Em 2003 quando morava na “Quinta do Mocho”, na capital portuguesa, formou a banda Império Suburbano com outros emigrantes.

Para Pekagboom os seus referentes são o Sam The Kid, Valete (não podia ser de outra maneira!), Azagaia, Kendrik Lamar e Eminem. Ele fala de temas sociais e políticos: os direitos humanos, as desigualdades, a corrupção…podemos considerá-lo um ativista com rimas e batidas.

Atualmente tem um álbum e uma mixtape a solo. O seu último trabalho, Banho Público, fez-lhe ser homenageado em 2017 como melhor rapper de intervenção social na II Gala “África is more” e considerado pelo site Planeta Rap Luso como melhor rapper são-tomense do ano 2016. É considerado também o melhor álbum de rap são-tomense.

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Toques do Caramulo em digressão

imagesA banda portuguesa Toques do Caramulo vai estar este fim de semana em terras galegas. O melhor da música serrana chega diretamente de Águeda à Galiza para nos fazer dançar.

Esta banda de folque conta com mais de uma década de estrada. Eles reinventam-se continuamente, fazendo música nova das velhas cantigas e levando o público a surpreender-se com o repertório esquecido da Serra do Caramulo. Com amplo reconhecimento nacional e internacional, este é um espetáculo de forte energia musical e interação com o público, fazendo de cada concerto uma grande festa para todas as idades.

Certeza que entre tanta música tradicional encontram alguma idêntica além e aquém Minho.

Onde vão tocar?:

-Dia 21, Calvicémbalo, Lugo, às 00h

-Dia 22, Sala Aturuxo, Bueu, às 20h

A ilha das flores em Boiro

216998_566662323368629_962432715_nEsta semana, os seres de polegar opositor e tele-encéfalo altamente desenvolvido poderemos ver o documentário brasileiro A ilha das flores em Boiro.

A fita de Jorge Furtado viaja até ao Barbança graças ao Aturuxo. Neste local social apostaram em filmes e curta-metragens em versão original e quero de aqui dar os parabéns pela iniciativa. Não é assim tão fácil ouvir vozes reais de atores e atrizes neste país.

Pelo que pudemos saber, têm o intuito de incluir filmes de países lusófonos com regularidade dentro do ciclo Noite de documentários.

Para criar um bocado de expectativa entre os nossos leitores e leitoras, quero dizer que esta é uma das obras mais cotadas dentro do audiovisual brasileiro. Um documentário de culto que é visionado em escolas e universidades (eu própria conheci desta maneira a fita). Através da história de um tomate e da demonstração do consumo e desperdício diários de materiais (lixo), o autor aborda toda a questão da evolução social de indivíduo, em todos os sentidos. Torna evidente ainda todos os excessos decorrentes do poder exercido pelo dinheiro, numa sociedade onde a relação opressão e oprimido é alimentada pela falsa ideia de liberdade de uns, em contraposição à sobrevivência monitorizada de outros.

A curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Depois da visualização, haverá um pequeno colóquio para trocar dois dedos de conversa. Para quem estiver por perto e quiser dar um saltinho…recordem que é esta sexta pelas 21h30, no local social Aturuxo, em Boiro.