César Lacerda na Galiza

César Lacerda é um cantor, compositor e músico mineiro. O mês de novembro inicia para nós com uma pequena digressão de concertos deste artista, como podem ver na imagem. Vigo, Vilar de Santos, Ourense, Lugo e Compostela são as terras escolhidas para acolher os seus concertos.

O brasileiro tem quatro trabalhos publicados: Porquê da voz; Paralelos & Infinitos; O meu nome é qualquer um e Tudo tudo tudo tudo.

A carreira de Lacerda vem certificada por dois fatores. O primeiro é como ele se apresentou noutros países. Já tocou em espaços muito conceituados como a Casa da Música em Portugal, o Bahnhof Ehrenfeld Club na Alemanha, o TramJazz na Itália, e o Festival Romerias de Mayo em Cuba.

O segundo argumento para acreditar no seu talento são as suas parcerias com o Paulinho Moska ou Gal Costa.

Contudo, o argumento principal e de mais valor, longe de apoiar-nos no que ele tem feito fora ou com quem ele tem trabalhado, é a sua própria música. Confiram:

Ele canta Me adora e temos mesmo que adorar…

Luiz Caracol em Vilar de Santos

O verão não acabou ainda e menos em Vilar de Santos, onde na Arca da Noe há sempre coisas para fazer. Amanhã embarca neste navio milenário o músico português Luiz Caracol.

A história deste homem é parecida com a de muitos portugueses. Nasceu em Portugal, mas cresceu num ambiente muito multicultural e com referentes africanos por causa de a sua família ter vivido em Angola. Podemos ver isso na sua música, porque ele faz uma mestiçagem muito própria entre sons de Lisboa e a Africa de que sempre se sentiu parte. Se olhamos as suas colaborações, podemos confirmar isto mesmo: Sara Tavares, Aline Frazão, Jorge Palma, Uxia, Zeca Baleiro…

Luiz Caracol apresentou o seu último trabalho, Metade e meia, este ano na Casa da Música e no Cinema São Jorge. o seu primeiro álbum chamou-se Devagar e não era uma brincadeira com o seu nome, este último título remete para as várias metades que sempre estiveram presentes na vida dele: Europa e África. Este disco supôs para ele uma nova forma de criar: primeiro compunha a letra e depois a melodia; e também foi um processo mais exigente do que outros, porque calhou com a sua recente paternidade.

https://youtu.be/wauGkEgzjIc

Amanhã às 21h na Arca.

Kleber Albuquerque

Amanhã não sejam burros e vão aonde têm que ir! Kleber Albuquerque está na Galiza!

12932648_837569009680378_9005144883197240498_nKleber Albuquerque é um cantor brasileiro autodidata e multidisciplinar. Começou a compor já na adolescência, juntando às letras próprias pedaços de poesias e narrativas de Gabriel García Márquez, Pessoa, Jorge Luis Borges…

Entre banda e banda de rock começou a participar de festivais de música brasileiros e num deles o compositor paulista J.C. Costa Netto ficou de olho nele. Desta união nasceu o seu primeiro disco, chamado 17.777.700. Tempo depois viriam outros com nomes igualmente curiosos: “Para A Inveja Dos Tristes”,
“O Centro Está Em Todas As Partes”, “Desvio” e “Só O Amor Constrói.

Com que nos irá deleitar nesta mini-tour na Galiza? com um lançamento de um disco novo com um nome carregado de poesia: 10 Coisas Que Eu Podia Dizer No Lugar
De Eu Te Amo.

E como amanhã é 1 de abril, o dia da mentira, suponho que por isso incorporaram uma mentira no cartaz. As datas, dias, horas e ruas estão certas, não assim o país 🙂

Coladera em digressão

wp-1455549430072.jpgA banda brasileira Coladera começa nesta semana uma pequena digressão pela Galiza. Casa das Crechas (Compostela), Arca da Noe (Vilar de Santos), Rede de músicas soltas (Redondela), A casa colorida (Nigrão) já estão a preparar os seus palcos.

O discurso musical da banda vai desde a música brasileira e cabo-verdiana ao jazz e flamenco. A equipa formada por João Pires, Vitor Santana  e Marcos Suzano fusiona três mundos com a língua portuguesa como veículo.

Portugal, Rio de Janeiro e Belo Horizonte misturam-se com Cabo Verde no mais novo voo destes três músicos.

Coladera, nome escolhido para o projeto, é um estilo musical e de dança cabo-verdiano e uma das matérias-primas do disco e da cultura daquele país.

A música autoral brasileira de Vitor Santana, a música ibérica e lusofónica do guitarrista e compositor português João Pires e a experiência e modernidade do conceituado percussionista brasileiro Marcos Suzano dão ao disco um acabado perfeito, fazendo da obra um cd de altíssima qualidade.
Confiram nas datas e lugares e não percam esta delícia para os ouvidos.

Bárbara Eugênia em Vilar de Santos

barbara-eugenia-08O dia 6 de setembro embarca na Arca da Noe a cantora brasileira Bárbara Eugênia.

Vilar de Santos está, graças à Arca da Noe, à vanguarda da programação cultural no últimos tempos. Nesta “viagem” oferece-nos um concerto de Bárbara Eugênia. Nascida em Niterói em 1980, mora em São Paulo há dez anos. O produtor musical Apollo 9 convidou-a a cantar na trilha sonora da longa-metragem O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia.

A carreira desta cantora e compositora e dessas com sino de superação, recuperada de um quisto nas cordas vocais nunca parou de se desafiar a si própria.

O primeiro disco dela data de 2009 e contou com a ajuda de Edgard Scandurra, Pupillo, Dengue, Tatá Aeroplano, Otto, Karina Buhr e Tom Zé.

Em 2012, foi uma das ganhadoras do concurso do selo Oi Música intitulado “Festival MPTM (música para todo mundo)”, que a contemplou com a gravação de seu segundo álbum e o show de lançamento do CD. “É o que temos” saiu em abril de 2013 e tem produção de Clayton Martin (Cidadão Instigado) e Edgard Scandurra. O disco conta com as participações de Pélico, Tatá Aeroplano e Mustache e os Apaches.
“É o que temos”, em pouco tempo, já rendeu a Bárbara Eugenia o Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria “Versão do Ano” com a faixa “Porque Brigamos”, sucesso de Neil Diamond eternizado em português pela cantora Diana.

Deixo-vos então com uma pequena amostra do talento desta brasileira, melodia e elegância dão-se bem nela e não brigam.