António Zambujo na Ilha

Por enquanto ainda não tínhamos escrito nada da Ilha e não é por ela não ter festivais: O Festival do Norte e O Mar numa flor estão sedeados nesta pérola da ria. Já agora, permitam-me questionar o nome de Festival do Norte, Norte? é o Norte da Galiza a Ilha de Arouça? Enfim…falemos do Mar numa flor.
O Mar numa flor é um festival que decorre nos últimos dias de julho e fusiona arte, música e natureza. É desses eventos ainda jovens, porque a primeira edição data de 2015.
A Ilha de Arouça pode ser um lugar de referência de intercâmbio cultural no Atlântico e nesse sentido a capitã Uxía Senlle está à frente deste navio, que parece ser um irmão pequeno do Cantos Na Maré, tanto no espírito quanto na contratação de artistas.

Há pouco alguém criticava no fio do meu Facebook a contratação dos The Gift por parte da Câmara Municipal de Compostela. Por uma parte estava a questão (para algumas pessoas incómoda) de eles cantarem em inglês, por outra a pouca empatia da banda quanto à identidade da Galiza. Pronto, eu gosto muito da banda e não vou pedir a pessoas de fora que tenham mais compromisso do que nós próprios. Não acho justo. Também gostaria de sublinhar (mais uma vez) que na Galiza temos uma ideia muito reduzida (e até folclorizante) da música portuguesa atual.

Com isto quero dizer que gosto da existência de novos eventos que abram caminhos e ajudem a criar sinergias, mas esses novos eventos têm de trazer também novas vozes.

Qual é a proposta do Lusopatia? chegamos tarde para falar de Falua, mas ainda vamos a tempo de confirmar a presença do António Zambujo às 21h este sábado dia 29.

Lá vai um dos seus últimos clipes.

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António Zambujo na Casa das Crechas

Hoje às 21h o cantor de Beja fará uma atuação na Casa das Crechas, em Compostela.

António Zambujo cantará em Compostela as músicas do seu mais recente disco: Até pensei que fosse minha (2016), uma homenagem ao cantor brasileiro Chico Buarque.  O trabalho traz clássicos como “Cálice” (escrito originalmente em protesto contra a censura da ditadura militar) e “Geni e o Zepelim” (do musical “Ópera do Malandro”).

O disco está cheio de colaborações: Roberta de Sá, Carminho e até o próprio Buarque aparecem entre as faixas mais destacadas.

Sempre num registo intimista, Zambujo continua assim o seu diálogo com a música brasileira.

António Zambujo à conversa na EOI

uxia-antonio-zambujo-y-sergio-tannusNa intimidade e aconchego da EOI e da Sala de Atos de que dispõe, teremos a oportunidade de ouvir e falar com o António Zambujo, fadista português.

Vem acompanhado da nossa cantora Uxía, que magistralmente tem tecido pontes entre a Galiza e os países lusófonos com o festival Cantos da Maré.

Nestes tempos em que anda tanto na moda jantar com uma celebridade ou pagar por poder estar a 15cm de distância, que a EOI de Compostela e o Departamento de Português nos deem esta oportunidade é quase um luxo.

Então, fãs destes dois cantores, já ficam a saber. Dia 23, às 20h15 na Sala de Atos da EOI de Compostela.

Vamos à fonte beber água?

António Zambujo…volta à Galiza

Para lembrar o que era isso do verão, nestes últimos dias tenho estado em Lisboa de férias. Fui em Almada a um festival e apaixonei-me pela margem Sul. Fantasiei na última semana com que o destino me levasse lá, porque sonhar acordada é também uma bela viagem.

índiceEm Almada estive no festival O Sol da Caparica. Era a primeira edição e tenho que dizer que fiquei maravilhada: as bandas, a organização, as pessoas e toda a magia que lá se respirava. Compreendi que é o festival com músicas na nossa língua melhor que já tenha visto. Se a Galiza tivesse representação (talvez na segunda edição) ainda seria melhor, mas reconforta-me saber que havia um pedacinho da Galiza na voz da “angolega” Aline Frazão.

GNR, Peste e Sida, Expensive Soul, Aline Frazão, Capicua, Sensi e o António Zambujo, entre outros, deram o seu melhor num palco cheio de ritmos envolventes e de heranças musicais diferentes. Gostava que houvesse um festival assim na Galiza, onde todos os estilos fossem bem-vindos.

Ainda voltei no domingo e o primeiro que vi em Compostela ao chegar foi um cartaz de um concerto do António Zambujo (andamos os mesmos caminhos). O fadista subirá a palco o próximo dia 27 de setembro no Auditório da Galiza,  no marco do ciclo Sons Trânsitos como prelúdio.

Não é a primeira vez que ele nos visita, eu já tive oportunidade de vê-lo num concerto íntimo na Casa das Crechas. Com a voz e as letras…é capaz de tocar com o dedo aquela espinha que cada um de nós tem no coração. Qualquer coisa abala quando o ouvimos. Por isso, não percam este concerto. Ouçam a melodia…porque eu…repetia tudo novamente.

 

António Zambujo na Galiza

António Zambujo é um homem com uma vasta formação musical. Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros.

Não há muito tempo, cantava na casa de fado Sr Vinho de Lisboa. Hoje é um artista muito conceituado, mesmo foi eleito melhor intérprete masculino de fado.

Nestes dias teremos a oportunidade e privilégio de ouvir a sua música. Em Lugo, no San Froilán, a dia 12 e também em Compostela nos dias 14 e 15, na Casa das Crechas. Poderemos cantar as suas letras, canções que intensificam o fado mais clássico e trazem aliás ritmos da África e do Brasil.

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