Sete falares IV

11350422_999712563381075_151602691381870412_nChegam esses eventos de verão em que o Lusopatia sempre está de olho. Há alguém que não goste de contos?

Esta é já a quarta edição do Sete Falares em Ponte Vedra e tal e como aconteceu no ano passado, a organização também aposta na lusofonia. É sempre uma alegria ver que em cada edição a presença feminina cresce e neste ano contamos com a colaboração de duas narradoras, uma de Portugal, outra do Brasil.

  • Ana Lage (Portugal), parece que chegou para ficar. Fez este ano uma pequena tour pelas EOI da Galiza e também participou no Festival Atlântica. ana-lines-684x1024Em 2015 está a bombar, porque não paramos de falar dela e esperamos que assim seja por muito mais tempo.
  • Ana Lines (Brasil) é nova entre estes post. Narradora e investigadora, mistura tradições orais vindas de Portugal, África ou Japão, porque São Paulo, a sua cidade natal, é mesmo assim: uma força centrípeta que atrai o melhor de todos os mundos.

Foi também coach em diversas empresas de São Paulo e confio em que as suas narrações terão muita força, porque ela utilizava contos para motivar, potenciar a criatividade e melhorar as relações entre os trabalhadores.

Há alguma coisa dos contos que nos vai na alma. O conto é, por assim dizer, também uma forma de supervivência. Uma vez disse-me um angolano, que se uma pessoa angolana chega atrasada a algum lugar, nunca vai dizer o motivo do atraso, isso é prosaico demais, vai fazer é iniciar um conto. Compreendi então que a literatura são os olhos com que vemos e entendemos o mundo.

Ponte Vedra, 4, 5, 6 e 7 de junho. Confiram cá o programa.

 

Ana Lage em digressão

ana lageAna Lage não é uma estranha para nós. Já falámos dela noutras ocasiões como no Festival Atlântica e gostamos muito de reescrever o seu nome nestas linhas.

Nesta semana fará uma mini-tour por escolas oficiais de idiomas da Galiza.

Amanhã estará na EOI de Vila Garcia às 20h e depois de amanhã na EOI de Ponte Vedra às 19h30. Quem perdeu a chance de vê-la em Compostela, agora tem a oportunidade de ouvi-la no seu melhor: com um público reduzido e entre alunos e alunas de português.

 

Festival Atlântica 2015

Storyteller, cuentero/a, cuentacuentos, contador/a, conteur…e outras múltiplas vozes que definem esta profissão reúnem-se novamente num festival de narração oral.

Dizemos Olá mais uma vez ao festival Atlântica que chega este ano com contadoras por nós conhecidas por terem participado noutras edições.

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De 12 a 19 de março narradores de todas as partes do globo trarão as suas histórias para dar-lhes vida na Galiza. Junto com os nossos contadores (Pepo de Suevos, Quico Cadaval, Avelino González, Paula Carballeira, Celso Sanmartín…) estarão também vozes vindas da lusofonia: Sofia Maul e Ana Lage. Desta feita apenas temos duas portuguesas, outros anos o cartaz vinha bem mais carregadinho, mas mesmo assim fico feliz por termos estes pontos de encontro.

Sofia Maul e Ana Lage dão circularidade à programação porque abrem e encerram, nomeadamente, o festival. Podem consultar o programa e ver os participantes nesta ligação.

maxresdefaultA madeirense Sofia Maul é já “aluna repetente” neste evento. Participou na anterior edição e trouxe aquele dom da mestiçagem. Vai contar a história Explicação do amor no De catro a catro, em Vigo, o dia 12 de março às 21h. Não sei se este é um desses contos de protagonismo marcadamente feminino onde fala de mulheres em lavadouros da Madeira. Ando curiosa…

ana lageAna Lage é uma voz nova para nós. Minhota de nascimento e lisboeta de adoção é perita em literatura infantil. Leva histórias a todos os contextos da vida e é por isto que conta com regularidade em bibliotecas, escolas, hospitais e cárceres. Jogos da vida é o título do seu conto na Nave de Vidán. Dia 19 de março, às 22h.

Deem ouvidos a todas as histórias que ouvirem. Acreditem, que a fantasia é para isso que foi criada.