O’questrada em Compostela

No marco das picheleiras festas da Ascensão, teremos o som popular e de tasca com a banda O’questrada.

Como é já costume, nas festas de Compostela há sempre uma recordação para bandas portuguesas ou lusófonas no programa. Desta feita estão programados os O’questrada e tocarão com Caxade na Quintana às 22h no dia 10, coisas das regras mnemónicas.

Os de Almada vão pôr a malta a mexer!

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Teatro, Dança e Arte em ação no Gaiás

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De 28 de janeiro a 13 de fevereiro decorre o Festival “Escenas do cambio” (sic) no Gaiás. Já agora, não gosto do nome, mas gosto é (e vocês sabem) de ter a oportunidade de criar posts de temática muito diferente e este evento…dá muito jeito.
Há tempo que tenho a secção LusopatizArte às moscas e precisava mesmo de uma notícia assim. Não é só um festival interdisciplinar, mas também um catalisador de novas criações e artistas vindos de toda a parte.
O programa é muito completo e atraente. Selecionaremos, como é costume, as criações lusopatas para vocês:

  • 28 janeiro, 20h30: Jaguar, Marlene Monteiro Freitas. Jaguar é o nome que se dá a alguns cavalos, uma dança e um espetáculo de marionetas.

Marlene Monteiro Freitas, nascida em Cabo Verde, traz à dança a abertura, a impureza e a intensidade. A sua maneira de dançar tem seduzido públicos muito variados e antecipa um mundo futuro: caos, hipnose e velocidade.

  • 3 de fevereiro, 18h30, sala2: Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas, Joana Craveiro e Teatro do Vestido.

Anuncio-vos que esta é uma peça documental de 4h de duração. Ficaram apavorados? Não fiquem, há um jantar incluído no bilhete! Esta é a minha grande aposta: um documentário com testemunhos de pessoas comuns sobre as memórias oficiais e não-oficiais da ditadura salazarista e da revolução dos cravos.

Ganhadora do Festival de Almada 2015, (algum dia viverei lá), a peça coloca muitas questões: o silêncio, o silenciamento, a história oficial e a não-oficial.

  • 5 de fevereiro, Mordedores, Lucía Russo e Marcela Levi.

A coreógrafa carioca Marcela Levi e a coreógrafa argentina Lucía Russo criam no Rio de Janeiro um novo trabalho com o carimbo de Improvável Produções. A discórdia e a violência são os motores criativos e a pulsão que move cada corpo.

  • 6 de fevereiro, In-organic, Marcela Levi.

A performista carioca não descansa e traz para o festival uma peça a solo. Compostela será o marco para uma estreia europeia do espetáculo.

Uma peça sobre a autonomia, as ações rituais e domésticas e as pequenas violências das relações humanas. Conceito e brutalidade nunca estiveram longe. Uma performance inscrita na melhor tradição da arte brasileira, de Lygia Pape a Hélio Oiticica.

Então já têm eventos para marcar na agenda. Não esqueçam que “quem dança seus males espanta”

 

O’questrada em Pardinhas

11059733_10153532430029363_3834626634767096595_nO primeiro fim de semana de agosto está lotado de festas no país. O pimento em Ervão, os vikings em Catoira…e o festival de Pardinhas, em Guitiriz.

Num grupo de amigos há com frequência conflito, porque a variedade e quantidade de planos origina qualquer confrontação. Este ano podem deitar as culpas no Lusopatia e ir ao Festival de Pardinhas. O evento é uma feira e uma festa da música e da arte onde se respira criatividade por todo o lado.

Este ano no primeiro dia estarão os O’questrada, banda portuguesa pioneira da reinvenção do popular, das músicas de tasca e do fado.oquestrada

O’queStrada iniciou em 2001 um poderoso movimento acústico que deu cartas para criar um novo paradigma na estética musical portuguesa. Canções como “Oxalá Te Veja”, “Creo cariño” e “Se’sta Rua fosse minha” giram desde essa época em gravações de culto pelo país.

Armados em nómades, os de Almada percorreram com a sua Tasca-Beat  muitas ruas do continente e até cantaram na cerimónia dos Prémios Nobel da Paz em 2012.

António Zambujo…volta à Galiza

Para lembrar o que era isso do verão, nestes últimos dias tenho estado em Lisboa de férias. Fui em Almada a um festival e apaixonei-me pela margem Sul. Fantasiei na última semana com que o destino me levasse lá, porque sonhar acordada é também uma bela viagem.

índiceEm Almada estive no festival O Sol da Caparica. Era a primeira edição e tenho que dizer que fiquei maravilhada: as bandas, a organização, as pessoas e toda a magia que lá se respirava. Compreendi que é o festival com músicas na nossa língua melhor que já tenha visto. Se a Galiza tivesse representação (talvez na segunda edição) ainda seria melhor, mas reconforta-me saber que havia um pedacinho da Galiza na voz da “angolega” Aline Frazão.

GNR, Peste e Sida, Expensive Soul, Aline Frazão, Capicua, Sensi e o António Zambujo, entre outros, deram o seu melhor num palco cheio de ritmos envolventes e de heranças musicais diferentes. Gostava que houvesse um festival assim na Galiza, onde todos os estilos fossem bem-vindos.

Ainda voltei no domingo e o primeiro que vi em Compostela ao chegar foi um cartaz de um concerto do António Zambujo (andamos os mesmos caminhos). O fadista subirá a palco o próximo dia 27 de setembro no Auditório da Galiza,  no marco do ciclo Sons Trânsitos como prelúdio.

Não é a primeira vez que ele nos visita, eu já tive oportunidade de vê-lo num concerto íntimo na Casa das Crechas. Com a voz e as letras…é capaz de tocar com o dedo aquela espinha que cada um de nós tem no coração. Qualquer coisa abala quando o ouvimos. Por isso, não percam este concerto. Ouçam a melodia…porque eu…repetia tudo novamente.