Aline Frazão regressa

Aline Frazão, a musa do Lusopatia, volta à Galiza.

Amanhã estará em Compostela, na Casa das Crechas às 21h e no domingo estará em Vilar de Santos, na Arca da Noe.
Insular é o terceiro trabalho a solo da cantora angolana. Fala daquelas ilhas imaginárias entre o Nós e o Nós-próprios, fala da Angola atual e conta com colaborações como a da rapper Capicua.

O disco é “isolamento, a solidão, o contraste entre o individual e o colectivo”, por outras palavras, as caraterísticas que definem uma ilha.

Aline Frazão volta a Compostela

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A cantora fetiche deste blogue volta hoje a Compostela para apresentar o seu último disco.
Aline Frazão gravou o seu primeiro disco na Galiza, depois de ter ganho um concurso para musicar poemas de Carvalho Calero. Naquela altura ela fazia parte da formação A Minha Embala e foi graças à canção Maria Silêncio que ficarmos a saber dela.

O seu nome nunca deixou de aparecer nas linhas deste blogue, festivais, concertos, colaborações…recordavam a sua presença. Já andávamos com saudades dela.

Insular é o seu terceiro disco de originais, que nasceu na ilha escocesa de Jura ao mesmo tempo que a artista ouvia as notícias dos últimos encarceramentos dos presos políticos angolanos. Segundo declarou no Diário de Notícias a criação deste disco “”Foi um processo muito disperso, como sempre que estás a fazer um disco. As peças vão-se juntando ao longo de muitos meses. Lembro-me que teve muito impacto para mim ter ido tocar à Madeira, por exemplo. A sensação de estar isolada alguns dias lá teve muito impacto em mim” e com isto damos por explicado o título.

Hoje, no Teatro Principal, às 20h30

 

 

 

João Afonso em Compostela

João Afonso é um dos principais cantores de Portugal na atualidade. Nesta semana virá à Galiza apresentar o seu último trabalho “Sangue bom”, que tem, já agora, muito de lusopata.

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O disco é um desafio que o Mia Couto lançou ao cantor. É-vos estranho? Pouco tempo depois, João Afonso falava com um seu amigo dos tempos universitários e este aderiu ao projeto. O tal amigo era o José Agualusa. Em resumo, este trabalho produzido por Vítor Milhanas já estão a ver que tem letras feitas a partir dos melhores autores africanos de língua portuguesa.

As colaborações musicais também são especiais e reconhecíveis para nós: Stewart Sukuma e Costa Neto de Moçambique; a nossa musa Aline Frazão e também Mario Rui de Angola;  Quiné Teles, António Pinto, Miguel Fevereiro, João Lucas de Portugal;  o brasilego Fred Martins do Brasil; Kepa Junkera do País Basco e Anxo Pintos como representante da Galiza entre muitos outros nomes. Mesmo lusopata, pois não?

7 abril, 20h30 no Teatro Principal de Compostela

O português está perto, mesmo aqui ao lado

Hoje trazemos um outro festival que nos vai aproximar à língua portuguesa, à sua riqueza e diversidade. Com o mote de “aquelas nossas músicas” apresenta-se em Ourense a segunda edição do Festival “Português Perto”. O evento visa dar a conhecer músicas (e não só) que nos ponham em contacto com as sonoridades de Angola, Brasil, Portugal e Galiza. As actividades dividem-se em dois grandes blocos, actuações e workshops. O 7 de maio, às 20:30, vai contar histórias com pronúncia da Arousa o actor Carlos Blanco, o dia 9 às 20:30 tocará NARF, também da Galiza. No dia a seguir é a vez dos Terra Morena subir a palco, sempre às 20:30. Para terminar, a presença portuguesa estará a cargo dos Andarilhos, o 10 de Maio.

No que diz respeito aos workshops, o dia 8, Sandra Diéguez e Sérgio Tannus, galega e brasileiro, vão mostrar as diferenças e/ou semelhanças entre a percussão dos dois lados do atlântico, começa às 19 horas. O dia nove de Maio é o turno da nossa Aline Frazão, também às 19, fazer outro dos seus cacimbos, dos que já demos devida conta neste Lusopatia.

Os festival, e apesar dos cortes, é organizado pela Vice-Reitoria do Pólo de Ourense da Universidade de Vigo, os workshops serão leccionados na ludoteca do Edifício de Faculdades em Ourense e os concertos serão na sala Emília Pardo Bazán, no mesmo prédio, a gente encontra-se lá, quero ver a todos.

Semana das Lusofonias em Filologia


Um lusópata de gema sabe que a época do 25 de abril é a mais lusópata de todas. Como um vampiro durante o dia, o ano todo estamos à espera deste número no calendário. Aproxima-se uma data importante, não percam as hipóteses de contacto com as diversas manifestações culturais deste vasto mundo lusófono.
Chegam muitas atividades, concertos, filmes e…cravos!
Na próxima semana, até que enfim, mudarão vários conceitos: a Galiza será o centro da lusofonia.

Como sabem, normalmente damos dicas de coisas para fazer, mas nesta altura vai ser uma tolice. A raiz LUSO- vai estar em toda a parte. Peguem na agenda e rabisquem datas porque lá vem a nossa primeira proposta.
Em 24, 25 e 26 deste mês, na Faculdade de Filologia da Corunha decorrerá a Semana das Lusofonias.
O professorado das áreas de Filologia Galega e Portuguesa organiza uma explosão de atividades culturais que simultaneia culinária, música, filmes, livros e palestras. Durante três dias haverá programação para esquecermos o tédio.
-Em 24 podem: ir a um OPS, a uma amostra de materiais e livros de Traz-traz, comer feijoada e ver curtas de vários pontos da lusofonia.
-Em 25: poderão ver um documentário sobre as diversas manifestações musicais lusófonas e ir a dois lançamentos de livros.
-Em 26: haverá um seminário sobre o Acordo Ortográfico, uma mesa redonda com Mônica Heloane e Aline Frazão e um concerto desta última, que é a nossa musa, como sabem.

Podem ver as horas e o programa inteiro neste PDF. A não perder!
Cartaz Semana das Lusofonias

Cacimbo

Aline Frazão

Se estiveres a trabalhar num centro de ensino ou se tens a possibilidade de contactar, propor actividades na tua Câmara Municipal, numa associação cultural ou de moradores ou em qualquer sítio este é o teu post. Vamos apresentar um projecto protagonizado por uma das musas (ou a musa mesmo) do Lusopatia, Aline Frazão.

O projecto chama-se Cacimbo, e vem tender uma ponte entre a África e as nossas crianças. Cacimbo quer dizer inverno e é aí, na época do inverno angolano onde Aline encontra essa união inevitável entre as paisagens, a música, a fauna e a flora africanas e a nossa cultura. Cacimbo afinal é um workshop focado nas crianças entre os 9 e 12 anos, usando a variante da língua africana do português as crianças vão ficar mais próximas de uma outra realidade, que parece distante, mas que nos deixa com a certeza de que na nossa diversidade, as pessoas somos todas essencialmente iguais. Se quiseres contratar, ou conheceres alguém que possa estar interessado, contacta aqui.

E ainda com Aline, recordem que na 5ª 16 de Fevereiro, sobe a palco no Teatro Principal compostelano, desta vez, sozinha, e com um concerto só para ela vamos poder desfrutar do novo Clave Bantu, dentro do ciclo “Íntimo & Acústico” que organiza a Câmara Municipal da capital. Quem não morar em Compostela pode reservar bilhetes no info@culturaimperdible.com e para quem quiser comprar “ao vivo” os acessos estão à venda nos seguintes locais:

Teatro Principal (de terça a sábado, de 18h a 21h)
Casa das Crechas (Via Sacra, nº3)
A gentalha do Pichel (Santa Clara, nº21)
Trisquel (Acibechería, nº31)
Lilith (Rua Travessa, nº7)
M*Café e Copas (Fonte de Santo António)

Assinatura de Sal_ Aline Frazão from xavier belho on Vimeo.

Outra vez não!! Aline Frazão

Hoje deito aqui um post no que não vamos ser isentos, em verdade a isenção só existe no mundo das ideias, mas a realidade e menos ainda a Aline se podem subsumir nela.

Foi já há uns bons anos que conhecemos a esta rapariga no local da saudosa Esmorga, em Ourense, e não foi uma vez só, na altura deixou-se cair três vezes (se bem me lembro), embora residisse em Barcelona, com o seu projecto “A minha Embala”. Todos ficamos a perceber que aquilo tinha pernas para andar, e andou. Desde aquele início a Aline já esteve em palcos em Lisboa, Madrid e ganhou o concurso Musicando Carvalho Calero, organizado pela Agal e pelo site Komunikando. Também esteve presente junto com grandes da lusofonia no último Cantos na Maré em Ponte Vedra.

Da última vez que a vi, já num novo projecto e com novos parceiros, foi no Festival dos Abraços (espero que continue mas não estou especialmente optimista) em Compostela, e adorei. Ela representa uma nova geração de música na que em resumo se mistura tudo, com a frescura que dá o talento e o trabalho bem feito e a dose certa de originalidade que só pode dar precisamente isso, juntar as raízes angolanas à Bossa Nova.

Esta semana temos dose dupla de Aline na que espero apresente o single “Clave Bantu”, do novo álbum que está quase para sair. Eu vou e espero que vocês apareçam, dia 30 de Novembro na Escola de Línguas de Ourense e dia 4 de Dezembro no Culturgal, no Paço da Cultura de Ponte Vedra, a gente vê-se lá.

Quem quiser saber mais deixo aqui links

Aline no Myspace http://www.myspace.com/alinefrazao
O blogue da Aline http://kukiela.wordpress.com/blog-da-cantora-angolana-aline-frazao/

Clave Bantu_Aline Frazão from xavier belho on Vimeo.