Chega o Português Perto!

1902857_700958079967294_3485373403572724489_nUm dos nossos clássicos ataca de novo: Português Perto.
Para aquelas pessoas leigas nisto da lusopatia, vamos dizer que o Português Perto é um festival multidisciplinar de palestras, arte, música e literatura lusófona. Realiza-se em Ourense cada ano em parceria com a Universidade de Vigo, a Câmara Municipal, a Agal, a Pró-Academia…este ano imagino que depois da ILP o ambiente será mais festivo ainda.
A programação começa já, o dia 5 e começa “deitando foguetes”: Valentim Fagim, José R. Pichel e Quico Cadaval no mesmo dia. Ninguém vai ficar adormecido ou entediado. Os primeiros vão expor as ideias do livro O galego é uma oportunidade. Eu já vi esta palestra uma vez e repetiria sem pensar. Do segundo, Quico Cadaval…faz falta dizer alguma coisa? vão vê-lo, é o nosso griot nacional!
A seguir têm propostas de literatura e música: Corasons, o angolano Alberto Mvundi, Tasca e literatura…mas gostava de pôr em destaque, se me permitirem, os clássicos do cinema português do século XX. Parece que entre as escolhas está a mão das pessoas do Cineclube Padre Feijoo e deposito toda a minha confiança neles (não sei se já vos tinha dito que não tive muito boas experiências com cinema português)

Todas as atividades são de graça, exceto o visionado do filme América. Cheguem cedo, que os lugares podem acabar-se!!

Alberto Mvundi em Sandiás

1959388_685788728133434_719711643_nE em menos de uma semana, toca fazer um outro artigo sobre um angolano (angolego?).  Alberto Mvundi chega a Sandiás este sábado para anunciar que a primavera vai entrar de novo. O concerto encerra uma Festa da Primavera organizada pela Corte dos bois, uma tasca de Santana.

índiceConheci este músico por fazer parte de shows do Manu Chao (uma coisa muito 90’s), por tocar no Cantos da Maré e também por colaborações com Budiño, mas há tempo que não sabia que foi feito dele. Será que vai oferecer aqueles ritmos da Turma Angologalega?

Fugiu de Angola há muitos anos por causa da guerra e, pelos vistos, o próximo trabalho dele será intitulado Saudade de Angola, não por acaso. A família que um imigrante deixa trás de si, a saudade da terra, o acolhimento (ou não) do novo país, são motivos habituais nas suas letras.

Reggae, jazz, morna, kizomba, semba e outros ritmos fazem parte do seu repertório musical, um repertório que recolhe aquele espírito tradicional e (se me permitirem) africano de cantar, mesmo que haja tristeza nos corações, porque a música é também uma maneira (talvez a melhor) de encarar a vida.