Fado 1111

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De maneira lendária o povo português afirma que o rei Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, nasceu no ano 1111. Não é por acaso que a formação Fado 1111 tenha escolhido este número. A banda reúne num todo muitos símbolos nacionais: a data de nascimento do rei, o facto de serem de Guimarães -onde nasceu Portugal- e o fado.

O que eles têm de especial? Fado 1111 é a mistura do fado lisboeta e a canção de Coimbra. As duas visões do fado são reunidas nos concertos deles. Expõem de forma autentica e genuína as suas fortes divergências de estilo, mas também os seus claros pontos de contacto.

Segundo Fado 1111 diz: “Neste sentido, e recorrendo a um elenco próprio de músicos especializados em cada género, ou em posse de uma clara versatilidade, o projeto Fado1111 apresenta-se como uma eclética organização artística, permitindo-nos criar diferentes perspetivas cénicas – um espetáculo de Fado de Lisboa, um espetáculo da Canção de Coimbra, ou ainda um cativante e original espetáculo, onde os dois géneros se juntam

Querem ouvir grandes vozes e viola dedilhada? agendem!

sexta 9, Perilho. Auditório d’A Fábrica, 20h30

sábado 10, Padrão. Auditório Municipal, 20h30.

Fic Bueu

fic-bueu-2014Adoro fazer artigos que são a consequência de ter descoberto uma coisa nova. Este é um deles. Até há uns dias não sabia que em Bueu havia também um festival internacional de curta-metragens. A alegria foi ainda maior quando vi que entre as peças selecionadas também havia propostas lusófonas.

O Fic Bueu conta com sete edições (ok, sim, soube que existia muito tarde mesmo) e esta parece ser a de mais sucesso, porque chegaram 930 filmes à fase de pré-seleção. A proposta é pois culturalmente muito diversa.

De 8 a 13 de setembro poderão ver curtas muito variadas, com o compromisso de que cada dia há pelo menos uma curta de animação. Mas há que destacar um facto: muitas das curta-metragens que chegaram representam dramas e dramas protagonizados por miúdos, talvez isto possa servir para fazer-nos refletir.

Na brochura que o festival reparte, podemos ver os horários e o elenco de fitas que vão passar. Confiram aqui.

E assim, em curtas doses, o Lusopatia propõe três curtas de Portugal e Brasil que não vão deixar ninguém indiferente. De temas sociais a temas intimistas, cá está a nossa aposta lusópata:

  • amanhã, dia 8, Brasil: A Fábrica, um drama de Aly Muritiba. O filme retrata o dia-a-dia de um preso (Metruti) e a intenção de convencer a sua própria mãe (Lindalva) a burlar a segurança local para lhe trazer um telemóvel.

<p><a href=”http://vimeo.com/26964792″>A Fábrica (with english sub)</a> from <a href=”http://vimeo.com/grafoaudiovisual”>GRAFO Audiovisual</a> on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

  • terça, dia 9, Brasil: Meu amigo Nietzsche, uma comédia de Fáuston da Silva. Conta história de um menino (Lucas) que encontra num aterro sanitário da periferia de Brasília um livro do filósofo alemão do século XIX Friedrich Nietzsche (Assim Falava Zaratustra) que faz uma mudança radical em toda sua vida revolucionando a sua mente, a sua vida a da sua família e dos seus amigos. Ao final ele não será mais um menino, será uma dinamite!

Esta foi a proposta que mais gostava eu de ver pelo argumento, que achei fora do comum.

<p><a href=”http://vimeo.com/79532028″>Meu amigo Nietzsche</a> from <a href=”http://vimeo.com/edivandjs”>Edivan</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

  • sexta, dia 12, Portugal-Roménia: Luminita, drama de André Marques. Dois irmãos que não se comunicam há anos encontram-se no funeral da sua mãe, onde têm de lidar com a sua família de luto, as suas obrigações enquanto filhos e os seus próprios sentimentos de perda.

Não percam a oportunidade de ver estas curtas com o som do mar de fundo!