UKP Day: Minta & The Brook Trout

UKP Day é a culminação do Ukelele Kit Project, um projeto musical hoje transformado em festival.

O próximo 3 de junho no Castelo de Ribadávia a partir das 12h os/as que lá se achegarem poderão desfrutar de um amplo catálogo de atividades arredor do tema do ukelele: exposições, mercado, workshops e concertos.

Como o ukelele não tem tradição na Galiza, isto dá total liberdade a criadores/as e organizadores/as do evento. UKP Day é uma atraente página em branco. Mas não esqueçamos que a origem do instrumento está em Portugal, na Madeira, na época em que os madeirenses começaram a emigrar ao Havaí.

E neste ano, em representação do país luso, teremos os Minta & The Brook Trout. Subirão a palco às 19h para fechar com chave de ouro este festival. Olympia é o segundo longa-duração de estúdio de Minta & The Brook Trout, e chega três anos depois da edição do primeiro álbum.
A banda, Francisca “Minta” Cortesão (voz e guitarra), Mariana Ricardo (voz, baixo e ukulele), Manuel Dordio (guitarra eléctrica e lap steel) e Nuno Pessoa (bateria e percussão) usou esse tempo para escrever as dez canções que o compõem e para, com toda a calma do mundo, encontrar a melhor maneira de as vestir.

Já começa a cheirar a verão!

Rita Azevedo no Numax

Depois de nos deixar obras como A vingança de uma mulher, Rita Azevedo volta ao cinema Numax para apresentar nesta sexta-feira às 19h30 o seu novo filme, Correspondências.

Correspondências é, por assim dizer, um filme epistolar. Dois vultos da cultura, Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner escrevem-se cartas por causa do exílio do primeiro. Este intercâmbio é um refúgio para os dois e um exercício de liberdade, mas na linguagem de Rita Azevedo Gomes é também uma estética e um possível diálogo com outras formas de comunicação como a música ou a fotografia.

No dia 3 às 12h, a Rita também estará na SELIC (Semana do Livro de Compostela) nuns colóquios com a poeta Maria do Cebreiro.


<p><a href=”https://vimeo.com/175700721″>Trailer – CORRESPOND&Ecirc;NCIAS a film by Rita Azevedo Gomes (Portugal 2016)</a> from <a href=”https://vimeo.com/user14559335″>C.R.I.M.</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

 

 

 

“A guerra também foi nossa”

phpThumb.phpA frase que escolhi como título para este artigo é também o título de uma reportagem da RTP que fala sobre a Guerra Civil. Como é vista a guerra do lado português? Muitas pessoas não sabem, mas Franco também exerceu represálias contra muitos cidadãos portugueses.

A Guerra Civil dividiu Espanha, mas também marcou para sempre a vida de milhares de portugueses, que viviam perto da fronteira ou trabalhavam em território espanhol.

Há 80 anos, a guerra civil espanhola, autêntico ensaio para a 2ª Guerra Mundial, provocou meio milhão de mortos. Mais de 100 mil continuam desaparecidos até hoje, enterrados em valas comuns por toda a Espanha.

Ao começo da guerra em Espanha havia 30.000 portugueses emigrados, muitos deles na Galiza, sendo entre as nossas terras a comunidade estrangeira mais numerosa. Estas pessoas sofreram e padeceram a guerra, a repressão e a emigração.

Segundo o historiador Dionisio Pereira, na Galiza houve 370 represaliados e 68 assassinados.

“A Guerra Também foi Nossa”, uma reportagem da jornalista Ana Luísa Rodrigues, com imagem de Carla Quirino e edição de José Rui Rodrigues chega agora à Galiza graças a uma plataforma de memória histórica Sempre con vós. Cidadanía pola verdade. Vai ser projetada em Ponte Vedra (hoje às 20h30 no Arquivo Provincial), Gondomar (amanhã às 20h30 na aula de cultura Ponte de Rosas) e a Estrada (dia 1, às 20h30 no “Museo do Moble”).

 

 

12 MICE

A Mostra Internacional de Cinema Etnográfico que decorre no Museu do Povo Galego vai já pela 12ª edição. Por vezes, até tenho orgulho em viver na cidade em que vivo. De 29 a 3 de junho poderemos ver os mais variados filmes.

Neste ano Catarina Alves Costa, antropóloga especializada em antropologia visual e em cinema etnográfico, professora da Universidade Nova de Lisboa e realizadora, marcará presença no museu e fará parte do júri da mostra.

No colóquio do dia 2 também poderemos vê-la participar em “Ollares Intencionados. Mirada e representación no cinema etnográfico”.

Dentro do vasto programa, Lusopatia destaca:

  • quinta-feira dia 1, teremos dois filmes de Catarina Alves Costa: Pedra e cal (Portugal, 2016) uma visão sobre o Alentejo que mostra a ligação do homem com a arquitetura e a natureza.
    • Casas para o povo (Portugal, 2010) uma plataforma de arquitetos e aquitetas criada após a Revolução de Abril que visa dar uma habitação digna às pessoas.
  • sexta-feira dia 2: Tchindas (Cabo Verde-Espanha, 2015). Filme que fala sobre como as pessoas trans são vistas em Cabo Verde.

Entre o catálogo de filmes, há muitos sobre a Galiza. As relações entre a Galiza e Portugal não vão ser descuradas: também nesta edição poderemos ver projeções de filmes como Em companhia da morte ou Mulleres da raia.

Descarreguem o programa no telemóvel e deixem para lá o Netflix umas horas.

 

Birds Are Indie na Galiza

É tempo de virtuosismo e, até que enfim, de músicos que fazem música.

Salvador Sobral, representante de Portugal no Eurovisão, disse que a música não eram fogos artificiais, que a música era sentimento. Portugal deu, de uma maneira discreta, uma lição de bom gosto ao mundo. Está na hora de abrir as nossas mentes a outros estilos e ritmos.

Uma das nossas bandas fetiche, Birds are indie, está de volta na Galiza. Joana, Henrique e Jerónimo poderiam ter passado as tardes na Netflix, mas decidiram criar uma banda. E a coisa foi tão simples…que acho que isso também se reflecte na música: sons transparentes, delicados e muitas vezes até tocados com brinquedos.

Hoje vão estar em Lugo no Fa Ce La, amanhã no Riquela em Compostela e depois de amanhã no Ogrobe, no Náutico.

 

Nexos: Arquitetura. O legado da Escola do Porto

 

Vitrúvio é, por assim dizer, o pai da arquitetura. No seu tratado De Architectura definiu os três conceitos em que se baseia esta arte: a beleza (Venustas), a construção (Firmitas) e a função (Utilitas). Ele foi um homem importante na história desta arte. Conhecem algum nome de arquiteto/a lusófono/a? imagino que agora andam a pensar em Siza Vieira ou Óscar Niemeyer. A notícia de hoje tem a ver com o primeiro.

Gostam, como eu, de andar a ver prédios e outras construções? estão de parabéns! Amanhã na Cidade da Cultura, no marco de atividades do Nexos, será tratado o tema do legado da Escola do Porto da mão de dois professores portugueses: Alexandre Alves Costa e Pedro Bandeira.

A chamada Escola do Porto marca o modo de fazer arquitetura em Portugal nas últimas décadas do século XX. É inegável o grande número de fãs que a cidade reúne, porque, pensem bem, na cidade invicta podemos ver amostras arquitetónicas desde o medievo até a contemporaneidade.
Távora, Álvaro Siza e Souto de Moura são as colunas que sustentam uma tendência hoje seguida por muitos aprendizes. É esta produção arquitetónica que normalmente está associada internacionalmente à imagem da “arquitetura portuguesa”.

Podem ver o programa nesta ligação. Inscrevam-se!

Cedeira homenageia Zeca Afonso


Desde o dia 19 até o dia 21 do corrente mês, o município de Cedeira organizará um festival de música galego-portuguesa.

O cantor Zeca Afonso será homenageado no trigésimo aniversário da sua morte. Este festival que começa hoje terá um formato variável e vem para ficar.

Como primeiro prato, hoje haverá o concerto “Cedeira canta Zeca Afonso” e também uma exposição fotográfica na sua memória.

Amanhã uma palestra sobre a relação do Zeca com a Galiza da mão de Paulo esperança e ainda concertos de João Afonso e Rogério Pires.

E no domingo, na sessão de encerramento, haverá concerto com projeção de vídeos.

Queremos ter notícias deste evento também para o próximo ano: bem haja para este projeto!

 

Isabela Figueiredo à conversa na EOI de Compostela


Isabela Figueiredo nasceu no ano 63 numa terra que na altura era chamada de Lourenço Marques. Depois da independência de Moçambique, deixou Maputo e rumou a Portugal.

Foi jornalista, é professora de português e bloggista de Novo Mundo, portanto, já tem pontos para eu gostar dela.
Desenvolve workshops de escrita criativa e participa em seminários e conferências sobre as suas principais áreas de interesse: estratégias de poder, de exclusão/inclusão, colonialismo dos territórios, géneros, corpo, culturas e espécies.
Hoje estará na sala 5 da EOI de Compostela às 18h30 e poderemos meter conversa com ela sobre o seu último livro, A gorda, e outros.

Palavras terminadas em -om

Continuando com o nosso estudo dos ditongos e da nasalidade, hoje escrevo este artigo. Esta é uma dessas coisas que no início é um bocado confusa entre as minhas turmas e também opto por uma solução pouco inovadora, eu sei: decorar. Mas, por vezes, é melhor conhecermos a exceção do que a regra.

Começamos com um lembrete. Recordam-se quando grafávamos -am e quando -ão?

ESPANHOL

PORTUGUÊS

90% das vezes, nos casos em que o ditongo é tónico usamos -ão e nos casos em que é átono -am.

Canción

Canção

Ellas cantaron

Elas cantaram

Agora muita atenção! Deixamos cá uma lista de palavras que acabam em -om no português. Esta grafia é bastante infrequente, portanto, é melhor decorar e recordarmos que -ão e -am são terminações muito mais comuns.

  • bom

  • com

  • dom (dávida, talento) e Dom (título honorífico)

  • som (e os seus derivados: semitom, infrassom, destom…)

  • tom (e os seus derivados: meiotom, semitom…)

  • garçom (Br)/ empregado de mesa (Pt)

  • batom

  • bombom

  • pompom

  • edredom (também edredão)

Querem ouvir um bocado de funk brasileiro? esta é uma canção da Ludmilla. Quantas palavras com -om conseguem encontrar?