Luzotopia

LuzotopiaÉ com grande gosto que escrevo um post como este. Um post para explicar que dar aulas não é só transmitir conteúdo, é também envolver pessoas nesse conhecimento e deixar essas pessoas se exprimirem.

Luzotopia é uma exposição fotográfica que tem como tema a lusofonia. Recolhe os olhares das e dos estudantes da EOI da Corunha sobre a lusofonia. É sempre lindo termos uma visão de fora, ter uma focagem diferente da nossa.

A ideia nasce da necessidade de expor algumas inquietações culturais dos estudantes de português e da vontade de mostrar experiências próprias em diferentes lugares de Portugal, segundo afirmam.

De 22 de abril a 10 de maio, na entrada da escola poderemos ver estas imagens, imagens de nós próprios fora de nós. Quem não puder dar um saltinho, ainda pode consolar-se e ver parte delas neste blogue: portuguesmaisquepalavras.wordpress.com

Esculturas inéditas de José Pedro Croft

josé pedro croft

“Três pontos não alinhados” é o nome da exposição que está patente no Palexco, na Corunha, desde 22 de fevereiro do artista portuense José Pedro Croft. No total são nove esculturas e a maioria inéditas, a exposição inclui ainda quinze desenhos que podem ser visitados até o próximo 19 de maio.

Inserida num programa de artes plásticas impulsionados pelo governo municipal da Corunha, organizado pelo pelouro da cultura, que em 2013 contou também com a obra do artista galego Vari Caramés. João Pedro Croft provoca o expectador fazendo-o deambular pelo espaço à procura de várias perspectivas das obras expostas. As várias perspectivas são criadas pelos diversos espelhos usados nas esculturas gerando zonas enigmáticas e fissuras perceptivas, em que tenta apreender essa realidade densa com o olhar.

Portuense, como já disse, representou Portugal na bienal de Veneza em 1995 e na bienal de São Paulo em 1987, a sua obra tem especial referência na arquitectura a través da organização do espaço formal e do conceito de monumento e deconstrução, tem já um estatuto no panorama artístico português, participando também em mostras internacionais e tendo realizado exposições individuais na Fundação Calouste Gulbenkian e no CCB.

Jose pedro croft

 

This is Brazil

arte brazil

É assim, em inglês, que se apresenta a exposição retrospectiva que nos traz à Corunha aquilo que de melhor se faz nas artes plásticas no Brasil. Desde 11 de Maio até 11 de Junho vão poder desfrutar de arte brasileira das duas últimas décadas no Kiosco Alfonso e no Palexco.

É uma exposição em dois espaços diferentes, mas perto um do outro, quem não seja cascarilheiro de gema que fique descansado, e no total vai contar com 67 obras de artistas cotados no Brasil e fora das fronteiras do país continental nos últimos vinte anos, de ai o mote 1990-2012. Tem como comissário a David Barro quem, coincidindo com o evento, publica um livro em co-autoria com o recentemente falecido Paulo Reis, que analisa a arte plástica do Brasil desde os anos sessenta até hoje.

Com 38 artistas, dá para descobrir as obras de Albano Afonso, Efrain Almeida, Tonico Lemos Auad, Brígida Baltar, Felipe Barbosa, José Bechara, Cabelo, Sandra Cinto, Paulo Climachauska, Marcos Chaves, José Damasceno, Dias & Riedweg, Detanico & Lain, Iran do Espírito Santo, Marcius Galan, Marco Giannotti, Fernanda Gomes, Cao Guimarães, Lucia Koch, Jarbas Lopes, Rubens Mano, Marepe, Raul Mourão, Vik Muniz, Ding Musa, Ernesto Neto, Rivane Neuenschwander, Mariana Palma, Caio Reisewitz, Rosana Ricalde, Mauro Restiffe, Thiago Rocha Pitta, Valeska Soares, José Spaniol, Adriana Varejão e Laura Vinci.

Em palavras do curador da exposição, a arte num país continental como o Brasil é muito difícil de definir e fazer as escolhas certas é uma dura tarefa, ao não haver apenas um Brasil, mas múltiplos. Tendo em consideração o poder político e económico do sudoeste o país, as figuras das artes plásticas partem sempre de São Paulo e do Rio, e nomeadamente da bienal de São Paulo, nesta exposição tenciona-se mostrar outros pontos de vista, a unir o considerado moderno e brasileiro com o regional.

Regina Silveira

A obra da brasileira Regina Silveira inaugura nova etapa da Galeria Ana Vilaseco, fusionada com a Galeria Matthias Hauser.

Os trabalhos apresentados nesta exposição são o resultado dum fascínio pelas sombras e habitualmente emprega silhuetas e efeitos lumínicos para jogar com a aparência e a realidade, com o objeto e a sua projeção. São obras focadas arredor da percepção, da relação entre o objeto e a sua representação e, nomeadamente, sobre o universo gerado pela luz e pela sombra.

Nascida em Porto Alegre em 1939 Regina Silveira desde os anos setenta tem exposto no Museu Guggenheim de Nova Iorque, no Miami Art Museum, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outros. Recentemente expôs em Madrid a intervenção Lumen no Palácio de Cristal (Museo Reina Sofia, Madrid, 2005).

(Podem ver mais dados sobre o endereço em Calendário)

Rui Chafes


Até 15 de janeiro podem visitar na Fundação Luís Seoane (Corunha) a exposição de Rui Chafes (Lisboa, 1965) intitulada “Campo de sombras”. Um campo que foca o nosso olhar para os últimos dez anos da sua produção. Umas ‘sombras’ que insistem na conceção física e material do escultórico, com uma forte presença do dramático e da sua inevitabilidade. Nas primeiras mostras individuais, a mediados dos anos 80, Chafes apresentou esculturas que pareciam expandir-se para além do espaço expositivo. Naquela altura os materiais utilizados eram madeira (troncos, canas, ripas) ou plástico. No final desta década começa a utilizar unicamente ferro sempre pintado de cor preta que será o selo de toda a sua produção posterior. Nestes primeiros anos, as formas escolhidas tinham ressonâncias orgânicas, como casulos ou próteses humanas, e na década de 90 os seus trabalhos já se caracterizam por uma limpa austeridade formal onde a ausência do corpo passa, por vezes, numa evocação da violência.
Se quiserem mais informação sobre a exposição e o artista, podem visitar estes sites:

www.luisseoanefund.org

www.ruichafes.net