Falso amigo: mono

Em tempos de confinamento estamos muito expostos à saturação informativa. Há quem esteja em casa a pensar no contágio, na saúde, nos sintomas, etc. De facto, se escrevermos Covid-19 no Google, aparece logo esta mensagem sobre a prevenção:

O que fazer:

Lavar as mãos frequentemente por 20 segundos com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel

Cobrir o nariz e a boca com um lenço ou o cotovelo ao tossir e espirrar

Evitar contato próximo (um metro de distância) com pessoas que não estejam bem

Ficar em casa e se isolar das outras pessoas que moram com você caso apresente os sintomas da doença

Entre todas estas mensagens vi uma sobre os monos. Não consigo agora lembrar-me da fonte, mas sei que dizia que os monos podiam ser fonte de transmissão do vírus. Fiquei logo a pensar que era esta uma palavra perfeita para um artigo.

O pangolim e o morcego levaram com as culpas desta crise mundial. Mas este post, longe do que possa parecer, não fala de macacos.

Monos é o nome que vulgarmente damos a resíduos volumosos e sem utilidade. São objetos sem valor que não sabemos bem o que fazer com eles. É o caso de mobílias velhas, eletrodomésticos, colchões…

Os monos podem, sim, ser fonte de contágios entre a população porque o vírus ainda sobrevive muitas horas nas superfícies se não as desinfetarmos.

Em Portugal as câmaras municipais dispõem de um serviço de recolha de monos e verdes que normalmente funciona com pré marcação.

No fim de fevereiro mudei de casa. Vivi no mesmo apartamento na cidade velha de Compostela durante cinco anos. Meter cinco anos em caixinhas fez-me refletir muito sobre o facto de “acumular tarecos”. Suponho que agora que estamos fechados em casa muitos de nós também estamos a repensar os nossos hábitos de consumo e a nossa pegada ecológica. Poderíamos fazer como a protagonista desta notícia, que dá uma segunda vida aos monos e monstros e faz deles verdadeiras peças de arte. Começamos a restaurar?

Em resumo, se tiverem monos em casa não os abandonem na rua (nunca!!!). Eles podem ser o “ninho” para o coronavírus.

2 thoughts on “Falso amigo: mono

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