Ari(t)mar

arritmar

Há tanto tempo que quero fazer este artigo. Pensei tantas vezes em como iria começar, em como dar esta notícia…dei tantas voltas que agora o único que quero é que a emoção chegue aos meus dedos e estes me permitam escrever rapidamente.

Tudo nesta história é lindo. Tudo mesmo.

Ari(t)mar é um projeto nascido na EOI de Santiago de Compostela onde docentes e discentes selecionaram o melhor da música e da poesia de 2016 dos dois lados do Minho. Depois…umas votações, e agora uns resultados. Uns premiados e uma gala.
Essa seria a notícia objetiva. Mas por trás disso há um trabalho imenso de pesquisa. Ler e ouvir horas a fio. Uma vontade de aproximar mundos que sempre foram próximos e uma aprendizagem inconsciente para muitos e muitas.

De um ponto de vista pessoal, já disse que agora começava com o plano subjetivo, para mim não pode haver uma coisa melhor. Uma das premiadas no ramo musical é a Capicua. Nas três primeiras posições temos três mulheres e a primeira é ela. Capicua, o meu tótem, a minha rapper de referência. Como dizer: o meu ídolo, se me permitirem o regresso quase à idolatria adolescente.

capicua

Capicua é um palíndromo. Igual que Ana. Ana Matos é essa mulher do Norte que entra com força e diz as coisas tintim por tintim. E igual que os palíndromos, aquela mensagem não tem fim.

Num momento da minha vida em que eu estava mesmo de rastos…ir a um concerto dela foi um elixir mágico. A minha energia voltou dos pés à cabeça, da cabeça aos pés, dos pés…

A parte complicada agora? selecionar uma música. Só uma para esta notícia. Já postei milhares de vezes músicas dela, mas nunca para falar da sua chegada. Seria óbvio demais colocar a música vencedora (Medusa) e como para mim a sereia é um símbolo de muita coisa, vou deixar-vos com a Sereia Louca, por toda essa poesia contida.

Escreveria montes de coisas mais, mas não seria justa com o resto dos premiados, então vamos agora com o José Ricardo Nunes.

img_3066José Ricardo Nunes nasceu em Lisboa, mas mora em Caldas da Rainha. É licenciado em Direito e mestre em Cultura e Literatura Portuguesas. A Companhia das Ilhas editou o seu último livro de poemas “Três oito e setenta e cinco”. O final de um número de telefone? Os números da sorte grande? sabe-se lá. Essa é a magia da poesia, a coragem de nos fazer descobrir e pensar.

Com Tinta da China também publicou “Andar a par” e aí é onde poderemos ler o poema vencedor do Ari(t)mar deste ano: Não sei, minha filha.

Nesta festa da cultura, partilharão o mesmo espaço, igual que partilham a mesma língua, premiados galegos e portugueses, já sabem. Quem são os nossos? Na parte da literatura temos a María do Cebreiro com “O Corazón” e na parte da música o Xabier Díaz e as adufeiras do salitre com “Cantiga da montanha”.

O espetáculo será apresentado pela Isabel Risco e o Carlos Meixide.

Todas estas coisas boas vão acontecer amanhã às 20h, no Teatro Principal.

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One thought on “Ari(t)mar

  1. Olá, Carme:

    Vai o cartaz em galego internacional.

    Abraço,

    Gonzalo.

    No dia 24 de outubro de 2016 às 18:34, Lusopatia escreveu:

    > carmesaborido publicado: ” Há tanto tempo que quero fazer este artigo. > Pensei tantas vezes em como iria começar, em como dar esta notícia…dei > tantas voltas que agora o único que quero é que a emoção chegue aos meus > dedos e estes me permitam escrever rapidamente. Tudo nesta” >

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