Falso amigo: cravo

cravo-de-abril-para-o-povoAbril é o mês dos cravos. Abril é o mês da liberdade.

O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Na altura era a flor mais barata e popular nas ruas de Lisboa.

No dia da revolução um restaurante lisboeta celebrava o seu aniversário. O patrão tinha comprado cravos para oferecer aos empregados, mas com a ação militar, mudou de ideia, encerrou o restaurante e disse aos trabalhadores que levassem as flores com eles. A Celeste, uma das trabalhadoras, decidiu levar um molho de cravos para casa. Ao começar a descer a Avenida da Liberdade, deparou com a população a oferecer bebidas, sandes, tabaco, aos soldados que ali estavam ou passavam.
Resolveu oferecer-lhes os cravos, dizendo “desculpem, mas não tenho mais nada para vos oferecer”.
Os soldados recebiam os cravos e, não sabendo onde os colocar, decidiram enfiá-los nos canos das espingardas.

Esta revolução foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), que conseguiu depor a ditadura de Salazar. O MFA era composto na sua maior parte por capitãesque tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos. A “palavra passe” para iniciar esta revolução foi a canção Grândola Vila Morena, de José Afonso. Ao ouvirem a música nos rádios, os militares deviam sair à rua e assim foi.

Vejam a revolução e o Estado Novo explicado por crianças.

Há tempo que não damos dicas de DIY. Façam um cravo vermelho para colocar no dia 25 de abril, acompanhem este vídeo:

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