Mais uma (e lá vão 17) MITEU

Eu sei que tudo quanto é terra neste nosso país “recessado” e deprimido tem um festival de teatro universitário, os de Lugo e Compostela já eram, é a vez da Miteu de Ourense. É com muito esforço que o pessoal da companhia Sarabela leva organizando o festival, e estamos na décimo sétima edição, que não é pouco.

Começou já, quem não sabia já perdeu a grande abertura com a actuação (não universitária) de Quico Cadaval e Carlos Blanco, acompanhada pela música do carioca “naturalizado” galego, Sérgio Tannus e o seu trio, que deram o melhor deles numa noite de sexta-feira a não esquecer. Também actua o grande político que demitiu o presidente da Câmara de Compostela, o clown italiano Leo Bassi. Mas como este blogue é de coisas da lusofonia, quem quiser ver teatro falado em português vai ter quatro peças, das companhias do costume, já pude ver todas, são habitués e fazem um teatro sem complexos, de ruptura e com propostas cénicas muito arriscadas, longe dos convencionalismos e da falta de recursos humanos (forçada pelo mercado é óbvio) do teatro profissional, as citas que temos são:

A companhia FC Acto, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, vai encenar “Judas” no Teatro Principal de Ourense, a sexta-feira 20, às 20:30.

Logo a seguir, pelas 23:00 dessa mesma sexta-feira, vai ser preciso percorrer os 500 metros de distância e vá lá, 15 ou 20 de desnível que separam o Teatro Principal do Auditório de Ourense, estão à nossa espera os rapazes da CITAC de Coimbra, que sobem a palco com “mostro meu”.

Na quinta-feira 26, temos o TUP do Porto a encenar “a espera”, também no Teatro Principal e também às 20:30 horas.

Para finalizar a dose, o sábado 27, o Teatr’ubi da Covilhã, admito que tenho um fraquinho por eles, representam “Mata-dor”, no Auditório de Ourense, pelas 20:30.

Os bilhetes custam todos 2 euros, todas as peças não, cada uma das peças é que custa 2 euros. E outra coisa, no Teatro Principal vai estar patente um exposição do português Sérgio Novo, com o nome de A ferida no pescoço do Teatr’Ubi. Covilhâ, tanto tempo quanto dure a Mostra, istó é, até 27 de Abril.

Não prometo nada, mas vou tentar falar um bocadinho mais das companhias e das peças, mas isso será outro post que terá de ser contado noutra ocasião.

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