Sexta-feira 13


Hoje, sexta-feira 13 é um dia “folcloricamente” especial. Nos países de fala portuguesa é tradicionalmente o dia da má sorte.
A crença popular cristã professa que quando um dia 13 sucede numa sexta-feira, é dia de grande azar.
Uma das explicações que se ouvem é o facto de Jesus Cristo ter sido crucificado numa sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos. O 13º apóstolo acha-se que é Judas, aquele em quem o Diabo entrou e que traiu Jesus. Por isso, comer numa mesa com 13 pessoas, (como sucedeu na última ceia), ou uma sexta-feira 13, são eventos e datas que a superstição diz que trazem azar.

Vamos falar mais em superstições portuguesas.
Uma muito conhecida é com gatos pretos. Na Idade Média, acreditava-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa.

Com as partes do corpo também existem certos rituais. Se a sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está a falar mal de você. Nesses casos, tem de dizer o nome dos suspeitos até a orelha parar de arder.

Outro exemplo é pôr a mão diante da boca ao bocejar. O gesto atual de cobrir a boca quando bocejamos não obedece simplesmente à intenção de educação de esconder a arcada dentária ou ainda o desejo de não espalhar os germes, senão que tem um significado mais profundo. É para impedir que o diabo se introduzisse no corpo e estabelecesse nele a sua morada.

E com as grávidas? Se a barriga de grávida for redonda, é sinal que o bebé nascerá menina; se não for redonda, o bebé será menino.

Com certeza, sabem destas superstições com objetos:
Escada – nunca devemos passar por debaixo de uma escada. É mal sinal na certa! Pensa-se que a porta ao inferno é um triângulo, quando uma escada está encostada numa parede, faz esta forma.

Guarda-chuva
– abrir um dentro de casa traz desgraça. A origem deste temor vem da época em que os reis orientais e africanos usavam sombrinhas para proteger-se dos raios solares. Devido à sua conexão com o astro rei e porque também a sua forma simboliza o disco solar, abri-lo num lugar sombreado, fora dos domínios do Sol, era considerado um sacrilégio.

Espelho – partir um dá 7 anos de azar! É provável, no entanto, que esta crendice obedeça à ideia de que o nosso reflexo é outra versão do original e, se causamos defeitos no espelho, causamos-nos dano a nós próprios. Assim, quebrar o espelho é fazer o mesmo com a alma.

Nós no Lusopatia não somos supersticiosos, mas…vamos bater na madeira! cruzes canhoto!

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