Livros à mostra em Vila Garcia

Livros é coisa que todos gostamos, lá isso é verdade. Uma exposição de livros pode soar um bocadinho bizarro à partida, mas quando se trata de livros lusófonos na Galiza, o assunto já começa a fazer mais sentido. Não resulta muito simples adquirir livros em português sem recurso à Net, para remediar o problema há iniciativas boas como a que aqui vimos apresentar: uma exposição de livros que está a ter lugar na Escola de Línguas de Vila Garcia durante os dias 11 e 12 de Janeiro, tudo por causa de uma parceria entre a Escola e a empresa Traz Traz, que vai ter como convidado o escritor Hugo Girão.

A empresa Traz Traz, com sede na Estremadura espanhola, é uma firma dedicada à difícil tarefa de aproximar Portugal a Espanha, fazem traduções, trâmites administrativos e são representantes da Cofina, uma das empresas de media mais importantes em Portugal, responsável entre outros por títulos tão importantes como o Record ou o Correio da Manhã. Mas a actividade principal é expor livros e outros produtos portugueses, contam com contratos com editoras das mais conceituadas como a Presença, a Bertrand ou Europa-América, um evento que de certeza fará as delícias dos amantes das letras.

Em companhia da morte

Depois do surpreendente “Entrelínguas” que nos descobriu pessoas a falar galego em províncias espanholas como Cáceres ou Salamanca, Filmes de Bonaval apresenta um novo documentário, com o que se deixa ficar claro que o grupo composto por João Aveledo, Eduardo Maragoto e Vanessa Vila Verde não foi sol de pouca dura e veio para ficar.

Hoje vamos colocar neste post uma outra assinatura convidada, esta vez não é uma crítica de cinema conceituada, mas são os próprios autores os que nos deixam aqui um pequeno resumo do conteúdo e do intuito do filme:

Algures nas montanhas ainda há famílias que sabem que falecer forma parte da vida, e dulcificam o pior de todos os contratempos com histórias sem cabimento na sociedade em que a morte é levada para longe dos nossos olhos, recluída em hospitais e tanatórios. Trata-se de histórias inquietantes em que o mais implacável inimigo humano se mostra em figuras compreensíveis para a mente das pessoas.

O acompanhamento é um dos nomes populares que ainda recebe um mito que a literatura galega renomeou como Santa Companha. Como as estântegas ou as candeias, trata-se de um sinal anunciador da morte. As pessoas que deles nos falam vivem longe da nossa maneira de ver a realidade, mas nem tanto das nossas casas. Onde habitam estas mulheres vestidas de negro que fogem da morte tratando-a por tu?

Para já temos uma data, a da estreia mundial, dia 28 de Novembro, na Escola de Línguas de Vila Garcia, pelas 19:00, não percam.

em companhia da morte

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