As horas

Com a recente mudança horária, esta semana lembrei-me do livro Momo. Não sei se tiveram a grande fortuna de lê-lo, se não o conhecem, leiam.
Momo é um romance do escritor alemão Michael Ende. Fala do conceito do tempo e de como é usado pelos humanos nas sociedades modernas.
A protagonista, que dá título ao livro, é uma miúda órfã com uma capacidade incrível para ouvir problemas. Ela luta contra os homens cinzentos, uns seres esquisitos que trabalham no Banco do Tempo e espalham entre a sociedade a moda de o poupar. Nesta história, o tempo é dinheiro, pode ser economizado e devolvido depois com juros. A miúda Momo vai ser um empecilho no intuito dos homens cinzentos por dominarem a sociedade. E vocês? conseguem poupar tempo?

Na vida existe o perigo de sermos seduzidos pelos ponteiros de um relógio, estarmos sempre de olho nele. A nossa sociedade está irremediavelmente sujeita a horários e prazos. Será necessário hoje aprendermos as horas para nunca chegarmos atrasados.

Não ficou claro o suficiente? esperem cinco minutos…e voltem a ver. Ai! quanto valem cinco minutos na vida!

101 falares com jeito

“Mostrar” ou “ensinar”? “Continuar” ou “seguir”? “Procurar” ou “buscar”? acabaram os sorteios, as dúvidas e os tempos de escrever à toa.
Cada religião tem um livro sagrado e a Lusopatia não podia ser menos.
101 falares com jeito é uma obra de Fernando Vasquez Corredoira. Trata-se de uma compilação de uma série de artigos que o professor publicou no Velho PGL com o objetivo de dar dicas para melhorar usos linguísticos e banir castelhanismos. Um colete de salvação em caso de dúvidas.
Em dia 8 de março, pelas 20h00, na sala 5 da EOI de Compostela, será a apresentação. Promete ser uma revolução na língua do alunado de português e das pessoas que lá forem.

Ondjaki em Compostela

Hoje apresentamos uma actividade diferente, é um encontro com um escritor, um escritor angolano por sinal. A Agal, em colaboração com a Rede de Bibliotecas da Galiza traz Ondjaki para falar da obra literária e, calculo, das outras disciplinas artísticas nas que também se tem destacado, como a actuação ou o cinema, será na biblioteca Anxel Casal de Compostela às 19:30 da quinta dia 2.

Ndalu de Almeida, conhecido como Ondjaki é um escritor, poeta e romancista, angolano, descendente de portugueses, angolanos e com um bisavô cônsul holandês para além de ser escritor também se destaca pela actuação teatral e pela pintura. Fez roteiros para o cinema e codirigiu em 2006 um documentário. No ano 2000 recebeu uma menção honrosa no prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia “actu sanguíneu”. Participou em antologias internacionais (Brasil e Uruguai) e também numa antologia portuguesa.É membro da União dos Escritores Angolanos.

Entre seus livros mais conhecidos estão o romance Bom Dia Camaradas, de 2001; a novela O Assobiador, de 2002; o livro de poesia Há Prendisajens com o Xão, de 2002; o infantil Ynari: A Menina das Cinco Tranças, de 2004, e o mais recente volume poético Materiais para confecção de um espanador de tristezas, de 2009.

Além de falar e conhecer o escritor, também vão estar à venda livros da imperdível loja on-line da Agal.

Livros à mostra em Vila Garcia

Livros é coisa que todos gostamos, lá isso é verdade. Uma exposição de livros pode soar um bocadinho bizarro à partida, mas quando se trata de livros lusófonos na Galiza, o assunto já começa a fazer mais sentido. Não resulta muito simples adquirir livros em português sem recurso à Net, para remediar o problema há iniciativas boas como a que aqui vimos apresentar: uma exposição de livros que está a ter lugar na Escola de Línguas de Vila Garcia durante os dias 11 e 12 de Janeiro, tudo por causa de uma parceria entre a Escola e a empresa Traz Traz, que vai ter como convidado o escritor Hugo Girão.

A empresa Traz Traz, com sede na Estremadura espanhola, é uma firma dedicada à difícil tarefa de aproximar Portugal a Espanha, fazem traduções, trâmites administrativos e são representantes da Cofina, uma das empresas de media mais importantes em Portugal, responsável entre outros por títulos tão importantes como o Record ou o Correio da Manhã. Mas a actividade principal é expor livros e outros produtos portugueses, contam com contratos com editoras das mais conceituadas como a Presença, a Bertrand ou Europa-América, um evento que de certeza fará as delícias dos amantes das letras.