Cantos na Maré 2012

Para muitos dos visitantes do Lusopatia o festival Cantos na Maré é conhecido, para quem não for fica a saber que o Cantos na Maré tem cita marcada desde 2003 com o melhor que a música lusófona tem. O sábado 14 de Janeiro vai decorrer a nona edição, como costume no Pazo da Cultura de Ponte Vedra e também como sempre sob a direcção musical da grande Uxía Senlle.

No cartaz desta edição está em destaque o fadista português Carlos do Carmo, com uma carreira já nos “entas”, nomeadamente 50 anos nos palcos é uma das maiores referências do fado da actualidade. Estarão também as cantoras Mayra Andrade e Socorro Lira, que trazem um bocadinho do que melhor se faz em Cabo Verde e no Brasil, e o galego Xoán Curiel.

Os apaixonados pela música já sabem, não façam planos para 14 de Janeiro, mas se ainda estão com dúvidas vamos dedicar um especial enfoque ao festival cá no Lusopatia. Deixo aqui um bocadinho da última edição, e já agora, boas entradas em 2012.

Paris em Lisboa. Que chique!

Paris em Lisboa, o nosso título de hoje, é realmente o nome de uma conhecida loja de confeções do Chiado (Lisboa). A Galeria de Paris, no Porto, é uma das ruas mais chiques da cidade. Estes são bons exemplos para explicar o papel inspirador que a França jogou muitas vezes na moda, nas artes, na culinária…

Na língua não foi muito diferente, o português recebeu contributos léxicos de muitas outras línguas. A maioria das palavras da língua portuguesa tem origem latina, mas também grega, árabe, espanhola, italiana, francesa ou inglesa. Essas palavras são introduzidas por diversos motivos, sejam eles fatores históricos, socioculturais e políticos, modismos ou avanços tecnológicos. As palavras estrangeiras geralmente passam por um processo de aportuguesamento fonológico e gráfico, mas outras vezes também convivem sem se adaptar.

Lusopatia viaja a Paris e, com motivo da nossa visita ao país gaulês, hoje vamos expor alguns galicismos que existem no português.
Na vida diária de qualquer lusópata aparecem estas palavras de origem francesa: ateliê, baguete, batom, bege, bijuteria, carrossel, champanhe, chique, comité, conhaque, creme, croquete, guiché, manicura, menu, metro, omelete, puré, sutiã…Muito deste léxico pertence ao âmbito da culinária ou da beleza, como podem comprovar. França sempre vai ligado a chiquismo.

E já para fazer a despedida, antes de partir deixamos este vídeo de Dartacão e os três Moscãoteiros, uma magnífica adaptação da obra do romancista francês Alexandre Dumas. Quem escreve é do tempo do Dartacão e não pôde resistir.
Neste capítulo o cão protagonista viaja a Paris e vê, pela primeira vez, Julieta. Nós viajamos também a la ville lumière e a outro tempo, àquele em que a música de entrada de uma série podia durar mais de dois minutos.

6 ideias lusópatas para este Natal

Pensaram já na prenda perfeita para qualquer lusópata neste Natal? adornaram a casa? ainda não têm nada!?
Lusopatia dá umas dicas que podem resolver a situação de nervosismo final nesta contagem decrescente.

1)A loja Imperdível da Agal. Têm muita coisa fixe, podem comprar livros, colantes, mapas, bandeiras, sacas, filmes, CD e mesmo t-shirts para fãs do Ç, NH e LH. Podem dar uma vista de olhos, porque cá há sempre boas ideias e o sistema de pagamento é seguro.

2)Se quiserem mais livros e fazer a estreia de novas tecnologias podem optar por descarregar livros em PDF na Alfarrabio. Esta é hoje a maior base de literatura em português de acesso livre.

3)Numa casa lusópata tem de haver um galo de Barcelos, pois não? Traztraz Serviços Raianos envia-os às casas, mas estes galos são muito especiais: estão em branco e nós é que devemos pintar. Os marcadores podem ir incluídos ou não. Acho muito divertido!

4)Se forem mais tradicionais podem também fazer um presépio e ainda (isto como novidade) podem rever conceitos de Geometria em casa. Procurem uma tesoura, cola e paciência!
http://hoin.blogspot.com/2009/12/presepio-para-montar.html

5)Mais ornamentos para a casa, desta vez com a técnica do origami, que é sempre melhor que cortar uma árvore e ocupa pouco espaço.

6)Isto é a cereja no bolo! Sabem que podem criar vocês próprios um pin do Bruno Aleixo? No Clube de fãs do Bruno Aleixo podem descarregar esta fotografia, imprimi-la e colocar depois um imperdível por trás. Fogo!

Núm3ros II

Em artigos anteriores prometíamos fazer com que vocês contassem até cem.
Está na hora, “O prometido é devido”, somos cientes disso e ainda alargamos o nosso objetivo! Hoje vocês poderão vencer qualquer dificuldade com os números!
Este vídeo serve de revisão do anterior, mas estejam atentos e atentas porque a partir do minuto 0.38 começam conteúdos novos.

Fizemos o artigo Núm3ros de propósito como introdução e com números para iniciantes, mas neste Núm3ros II as coisas começam a se complicar e vamos falar da conjunção E nos numerais.
Depois de ver o vídeo observaram que a partir do número 20, colocamos a conjunção E…mas sabem onde?
Para tirar dúvidas têm aqui uma pequena explicação de trazer por casa.

-coloca-se sempre entre as centenas e as dezenas, e entre as dezenas e as unidades:
324: trezentos e vinte e quatro.
222: duzentos e vinte e dois.

-depois da indicação de milhares não se usa, salvo se o que segue é um número simples (que acabe em 00):
1250: mil duzentos e cinquenta
mas…
2800: dois mil e oitocentos

Falso amigo: talher

Diz o ditado português que “Grão a grão enche a galinha o papo”, um provérbio que reflete muito bem os ritmos da aprendizagem nisto do vocabulário.
Meus amigos e amigas, aos poucos aprendemos mais coisas do léxico português e, desta feita, a questão tem a ver com “encher o papo”, com efeito. Mas qual será o motivo?
A nossa palavra de hoje é talher. Este é um substantivo coletivo, muito usado no nosso dia a dia em cada refeição.
Os talheres são: o garfo, a faca e a colher. Eles variam de design, de acordo com o seu propósito e utilidade, como comer carne, peixe, sobremesa, tomar sopa, mexer o café etc. Este invento encheu de protocolo as nossas vidas.

Gostaram? podem comprar em: http://gisah.wordpress.com/talheres/talher-21/

E já agora, esta semana podem treinar as suas habilidades como chefes de cozinha. Amanhã têm uma “Oficina de cozinha vegan” em Compostela, ministrada pela portuense Cátia Faria. Se quiserem mais informação sobre data, local e hora é só carregar em Calendário. Encorajo vivamente a irem! É uma maneira simples, engraçada e saborosa de aprender mais vocabulário.

Podem experimentar entretanto os sabores deste tipo de culinária neste web, que oferece receitas de todo o tipo:
http://brazilnut-nyc.blogspot.com/

Quando se armarem em cozinheiros e cozinheiras a preceito, não esqueçam aliás a etiqueta e o protocolo com os talheres na mesa.

Bom apetite!

Falso amigo: agasalhar

Nestas datas de Natal esta palavra vem mesmo a calhar, pessoal. Mas não tem a ver exatamente com o que podem pensar! Presentes, prendas…não é isso não!
O Natal é das épocas mais frias do ano, e é por isso que nos temos que agasalhar, de outro jeito podemos ficar doentes. Peguem nas luvas, cachecóis, casacos, gorros e outras roupas de agasalho que tiverem por casa, porque já está aqui o inverno, brrr!
E com as criancinhas devemos seguir também umas indicações. Vamos lá ver o que é que a Paula Valdez e estes miúdos brasileiros têm para nos dizer.

Verbos: Presente de Indicativo

Temos ultimamente falado muito em pronúncia e vocabulário, mas…é a gramática? Para não dar muitos pontapés nela agora vamos explicar o verbo no Presente de Indicativo.
O verbo é o ovo de toda omelete, um elemento muito importante para comunicar e construir frases. Se sabemos conjugar, ganhamos fluência e a comunicação torna-se mais rápida.
Para quem não souber, nesta lição vamos dar umas dicas importantes e materiais de ajuda.
Neste vídeo (muito inspirado no lowcostismo, já agora) podem ver a conjugação dos verbos regulares, isto é, esses que mantêm a raiz inalterável ao longo da conjugação. Têm os modelos “falar”, “escrever” e “abrir” com música de samba.

Os verbos irregulares são aqueles que alteram a raiz ao longo da conjugação.
Podemos estudá-los neste vídeo e na ligação de mais abaixo.
No material que está aqui ao pé a explicação é dada pelo professor brasileiro Fábio Alves. Fala-se da conjugação dos verbos “ter” e “vir” e também a acentuação diferencial, quer dizer, quando é que devemos colocar o acento circunflexo. Nele há exercícios que podem fazer em casa. Treinem!

Nesta ligação podem ver o paradigma inteiro dos verbos irregulares, se calhar a parte mais difícil de decorar.
http://portugues.naat.pl/?p=89

Se tiverem dúvidas, podem ainda consultar como se conjuga um verbo qualquer no site da Conjuga-me, um referente no mundo dos recursos linguísticos para a aprendizagem. É só colocar o infinitivo! Força!

Os Laia encerram o Outonalidades

Tudo aquilo que é bom (e mau) tem de ter um fim, e como o Outono termina está a acabar também o Outonalidades, esta espectacular iniciativa encerra com um duo lisboeta que da pelo nome de Laia e que tocam dia 15 de Dezembro no compostelano Ultramarinos, o 16 no Pub Gatos de Melide e o 17 na Auriense.

Detrás de uma aparência de tuga à moda antiga, de camisola de alças e palito na boca, escondem-se apenas personagens, porque o que eles fazem é um pós-rock no que geralmente tudo acontece de vagar, e no que se combinam os ritmos deste estilo com os instrumentos da música tradicional portuguesa como a guitarra e o adufe, numa música geralmente instrumental. Esta combinação aguça, no mínimo, a curiosidade por saber no que é que isto vai dar, respostas só indo aos concertos.

Falso amigo

“Falso amigo”, ou na origem faux-ami, é um termo francês usado pela primeira vez por Koessler e Derocquigny em 1928.

Sempre soube que a língua é uma coisa que amo e tal como no amor, a língua, às vezes, também trai.
Mas que é realmente um “falso amigo”? é uma palavra que em dois idiomas é igual na escrita ou na pronúncia, mas que tem um significado diferente. O português não está isento destas coisas e é por isso que devemos tomar cuidado.

Embaraçada, pila, presunto, tenda, largo…são palavras que conhecemos, que compreendemos, mas…percebemo-las bem?
Nos próximos artigos daremos exemplos de “falsos amigos” entre o português e o espanhol. Estejam atentos e atentas!